Café Aliança

Café Aliança Uma ideia em movimento para exercitar a Cultura e a Cidadania

28/04/2023

👏Fernando Páscoa, antigo docente e presidente da Comissão Instaladora da ESAC e também ex-presidente do Conselho Geral do Politécnico de Coimbra - IPC, foi homenageado no 9.º Congresso Florestal Nacional, que se realizou entre os dias 10 e 14 de outubro, no Funchal, Madeira.

A homenagem foi feita durante a sessão de encerramento do congresso, tendo cabido ao professor da ESAC, José Gaspar, na qualidade de vice-presidente da Sociedade Portuguesa de Ciências Florestais, a apresentação de uma resenha do percurso de Fernando Páscoa. Destaque para o início das suas atividades profissionais no Fundo de Fomento Florestal; investigação na Estação Florestal Nacional do Instituto Nacional de Investigação Agrária; presidência da comissão instaladora da ESAC (1987-1994); atividade docente nesta instituição de ensino; coordenação de investigação no CERNAS - Centro de Estudos de Recursos Naturais, Ambiente e Sociedade. Na SPCF, desempenhou as funções de delegado para a Região Centro durante o mandato da Direção que esteve em exercício de dezembro de 1995 a dezembro de 2000, e desempenhou as funções de Presidente da Direção entre 2002 e 2009, tendo ainda assumido um papel relevante na organização dos 5º e 6º Congressos Florestais Nacionais.

Foi, indiscutivelmente, uma merecida homenagem!👏

01/09/2022
Recordar Café Aliança e as tertúlias…
29/08/2022

Recordar Café Aliança e as tertúlias…

07/11/2020

DUPONT E DUPONT!
Telmo Correia, o tal que, quando em funções governativas, ficou ligado, suponho eu, a um processo mal resolvido com a “limpeza” de um sobreiral, usou a sua imunidade parlamentar (neste caso seria mais adequado chamar-lhe para.lamentar), para se referir ao PR e ao Primeiro-ministro comparando-os aos detetives do TimTim... O sr. deputado seguiu o género e a forma de tratamento do colega do PSD que apelidou os “impecilhos” dos idosos de peste grisalha, talvez porque não contará chegar a atingir a idade que parece tanto o incomoda. O dr. Telmo podia ter-se lembrado, antes de se referir aos DUPONT, figuras da B.D., da figura que a sua ex Presidente/a Dra. Cristas fez numa praia do Algarve, quando atendeu a Dra. Maria Luís no télélé de última geração e assinou, através das ondas hertzianas, a bagatela da resolução do BES... Se ele começasse assim: “a exemplo do nosso caso Lulu-Cricri...” não deixava de continuar a ser um deputado eleito pelo povo, mas seria um bocadinho mais democrata. Isto de atirar pedras aos telhados dos outros, quando se tem telhados de vidro...

03/05/2020

COVID19-POLÍTICA,RELIGIÃO E FUTEBOL...
A Política está no domínio natural das areias movediças, enquanto a Religião e o Futebol estão no domínio das alienações...
Isto a propósito do 1º. de Maio, do 13 de Maio e do Campeonato Nacional de Futebol.
A CGTP delineou um plano que, em termos de saúde pública, podia ser aprovado sem grandes problemas para manter as manifestações do Dia do Trabalhador com algum élan, salvo o caso das deslocações de concelhos diferentes. As regras de distanciamento foram cumpridas, mas, no fim, lá veio a "bagunça" dos ajuntamentos, da promiscuidade - e os motivos para as críticas: afinal, quiseram ser mais que o resto, estão acima da Lei. Logo a ICAR, pela voz de um ou outro "peão de brega", veio zurzir no Governo, apostrofando a Geringonça de parcialidade... A nossa Ministra, face à situação criada, admitiu a hipótese de os fiéis marianos poderem fazer o mesmo que os fiéis sindicalistas trabalhadores, reunindo-se com regras semelhantes em Fátima. Claro que os altos dignitários católicos, com este "filão" do precedente criado pela CGTP (logo associada ao campo semântico da Geringonça), estará a equacionar qual a maior vantagem a tirar desta situação que lhe caiu no colo como mel na sopa, para resolver se abre ou não o santuário da Cova da Iria à admissão de peregrinos, em igualdade de circunstâncias com o Parque Eduardo VII, usado pela CGTP para as comemorações do 1º. de Maio.
O que é que há de diferente nisto? É óbvia a resposta, mas que deixo ao critério dos meus concidadãos.
Falta o futebol! Curiosamente, no futebol mistura-se o trabalho (material), com o transcendental (religião), já que a nossa mente adere e "adora" e "idolatra" os "nossos" jogadores, muitos com o mesmo fanatismo ou paixão com que adora e idolatra Deus, Alá, Buda, etc..
E o futebol também reivindica o regresso à actividade, provavelmente com o mesmo sentido de direito que a CGTP ou a ICAR!
No fundo, mesmo no fundo, quem sairá a perder será a IDEOLOGIA, isto é, a Política. Este Governo pode ter tido um desempenho razoável no tratamento deste flagelo mundial que não poupou o nosso País, os esquadrões da primeira linha de combate podem ter tido um comportamento inexcedível de entrega e sacrifício em prol do bem comum - mas, como os treinadores das equipas de futebol, passarão de bestiais a bestas num abrir e fechar de olhos. Pelos menos, os que, na Política, têm sido os primeiros responsáveis pela gestão nacional da pandemia.Atrevo-me a plagiar o actual Secretário Geral da ONU, António Guterres: É a vida!

25/03/2020

25 DE MARÇO-ANOS 60 DO SÉCULO XX

O meu vizinho, amigo e companheiro de infância, João Oliveira (como eu e todos da rua lhe chamávamos, o "João da Odília") veio desafiar-me para irmos à Feira de Março. Lembram-se os que, desse tempo, ainda por cá nos vamos aguentando? Pois, a Feira de Março começava no dia de hoje (penso que eu tinha dois anos quando ocorreu a primeira realização). Em Aveiro, no denominado Rossio, junto ao braço da Ria onde agora atracam os Moliceiros para levar os turistas a visitar a Veneza portuguesa.
Eu trabalhava na Regência, ali ao pé do Forcado, onde havia uma cabine electrica, , o Café Aliança, a loja do Sr. João Barreto, onde os homens ao Domingo jogavam a malha, ou finto... e só estava livre ao Domingo.
Mas eu tinha outro problema, é que só o meu Pau tinha bicicleta! O João tinha uma, penso que do falecido Pai ( O Pai do João tinha falecido prematuramente, muito novo, deixando a viúva e o filho pequenino com enormes me compreensivas dificuldades, só superadas pela coragem e estoicismo daquela "guerreira" que toda a vida admirei). O João tinha, eu não. Mas, perante o entusiasmo e teimosia dele em irmos à Feira de Março, ainda espicaçado pelo facto de nunca, até aí, ter saído de Mira, depois dos 5 anos, consegui dar a volta à situação. Na Regência, éramos três civis, um Mestre Florestal e dois Guardas Florestais:- O Mestre Mendes, os Guardas Manuel Ribeiro Dias e Levi Quitério e os civis, ainda todos vivos, o Mário Maduro (Mário Carola), filho do Sr. Albino Maduro, ligado ao transporte público existente em Mira, o Mário Marques (Mário Florentino, porque era filho do Guarda-Fios Florentino F. Marques).
E o Mário Maduro, sobrinho do Mestre José Mendes de Oliveira, tinha uma bicicleta roda 28 (mais alta que as normais), que herdara, penso eu, de seu falecido Pai, homem bem apessoado, alto e forte. E, quando falei no projecto da viagem, logo se prontificou a emprestar-me aquele "calhamasso".
Maravilha! No Domingo seguinte, aí vão os dois "fadistas" à aventura! O trajecto estudado pelo mais velho, o João, que tinha sido o mentor do passeio, foi chegarmos a Aveiro sem usarmos a 109, muito perigosa para dois iniciados nessas andanças. E assim foi: Lagoa de Mira, Estrada Florestal nº. 1 até ao Areão, Estrada Florestal já no concelho de Vagos até à Gafanha da Nazaré - e sempre pelas estradas mais secundárias. Mas lá chegámos!
As brumas da memória já não permitem entrar em pormenores da visita à Feira. Certamente que tudo o que vimos nos espantou, porque era novidade. Provavelmente comemos farturas e andámos de carrocel. Já não me lembro.

Mas sei que foi um feito que, por tão inusitado, dada a idade e o contexto das nossas vidas, na altura, que marcou a minha (e penso que a do João) para sempre!

A Feira de Março mudou de nome e de local. Mantém, penso eu, o seu cariz tradicional.

Mas o coronavírus - covid-19 também a tirou do roteiro das nossas possibilidades de passeio. Como optimista nato que sou, esperançado que só por este ano, claro.

06/05/2019

As nogueiras (algumas), dão mais vozes do que nozes!

Agora, que as direitas encostadas (usando a terminologia da D. Assunção) retiraram o tapete ao sindicalista de profissão (sim, porque “professor” foi só a porta de entrada para o Sindicato), o sr. sindicalista insiste em atirar a culpa para o Primeiro ministro! Comparando a sua “fácies” do gozo quando acompanhou a saga da decisão da Comissão de Educação da AR com o recuo dos aliados de circunstância, apetece dizer que ri melhor quem ri no fim!
Mas, pensando na reivindicação sindical dos representantes corporativos dos senhores mestres-escola dos futuros cidadãos, alguém hoje veio lembrar - a quem não está por dentro destes meandros - que o busílis desta meada tem dois pontos fracos, ou muito fracos, que oneram as pretensões dos Professores em Função Pública: 1. O estatuto de progressão profissional que, comparado com as restantes classes em funções públicas, é notoriamente privilegiado, apenas com o critério “tempo” para mudança de escalão remunerativo, dando de barato a prestação de provas, da qual fogem como o diabo da cruz; 2. A impossibilidade de o País poder re-escrever a História apenas no que concerne a eles, já que TODOS os seus concidadãos, quer nas suas actividades públicas, quer nas privadas, quer os reformados e pensionistas, repito, TODOS fizemos parte dessa página dolorosa do nosso passado colectivo, sem esquecermos aqueles ( e foram muitos), cuja morte levou sem conhecerem dias melhores.
E a nossa Constituição é tão clara no que concerne à igualdade de tratamento, não é?
Uma última reflexão: Num tempo em que os populismos exibem, um pouco pela nossa Europa e mesmo pelo resto do planeta, um crescimento preocupante, anunciando um provável retrocesso civilizacional, o que pensam os nossos educadores, profissionais do Ensino Público ou privado, do exemplo que estão a dar aos seus formandos, hoje adolescentes mas futuros homens e mulheres? Formar cidadãos exigentes, sim, mas solidários e responsáveis, também. Com bom senso, sentido de responsabilidade, de equidade e de Justiça - para fugirmos desse flagelo do egoísmo e do egocentrismo, tão propícios à degradação social e comunitária e, no extremo, à barbárie e ao caos.

26/02/2019

ZECA AFONSO, 30 Anos.
Mira tem, no seu Jardim principal, onde foi a Quinta do Visconde da Corujeira, um obelisco que o Projecto Cultura e Cidadania e a Câmara Municipal quiseram dedicar à memória dessas duas figuras incontornáveis da canção de intervenção que foram Zeca Afonso e Adriano Correia de Oliveira. No dia em que passa o aniversário do desaparecimento físico do Zeca - e que nos chega a notícia do desconhecimento do paradeiro de todo ou parte dos originais do seu cancioneiro, não podia deixar de vir aqui fazer coro com todas as vozes que se erguem em defesa da recuperação e devida salvaguarda desse valioso espólio, que ficará a marcar de forma indelével a nossa História colectiva. O nosso modesto contributo, em Mira, contará, mesmo que na sua humilde singeleza, para juntar a outros, certamente de maior vulto, que perpetuarão a memória daqueles que Camões cantou. O Projecto Cultura e Cidadania, comigo e com a inesgotável energia e talento do António Veríssimo Caneira, não podia deixar de relembrar, por esta forma, este dia. ZECA sempre, como ABRIL sempre, para nós.

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