Oficina do Duque

Oficina do Duque O ordinário é extraordinário | The ordinary is extraordinary. chef Rui Rebelo O respeito com que ponho no mesmo prato uma sardinha e uma trufa.
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O ORDINÁRIO É EXTRAORDINÁRIO

Descobri na vida - que é como quem diz, na comida – uma dicotomia que tem em si toda a minha devoção. A justiça que aplico ao corte de um pé de salsa ou de uns shimeji. Ela oscila entre o poder da minha mão, ora na transformação da natureza dos ingredientes, ora no respeito pela sua essência. Ganha vida no reconhecimento de um prato extraordinário, ora pela sua clare

za, ora pela sua complexidade. Quão extraordinária é esta emoção de, numa garfada, destruir preconceitos. Descobrir que é possível unir na comida que pomos cá dentro as dimensões que todos nós temos dentro nós: o ordinário e o extraordinário. Criei a minha Oficina para pôr tudo o que sei ao serviço do que quero descobrir. O meu ofício é tão simples e extraordinariamente tirar a simplicidade da banalidade. Viver para dar aos chícharos, às miudezas ou aos grelos o lugar de honra que merecem. A comida, como uma mulher, é deliciosamente imprevisível. Como a pedra de sal escondida no caramelo. Ou a batata seminua. Venha de lá esse molho para mergulhar o corpo até encontrar a alma. Porque só assim encontro o sabor à vida, sem nunca saber se sou eu que lhe dou tempero ou se é ela que me tempera a mim. O (extra)ordinário,
Rui Rebelo

05/06/2026

E se amanhã pudesse acordar com este serviço? É que pode. Vemo-nos no cruzar das escadinhas do duque com a rua do carmo ;) Bom fim de semana.

Sabia que de 5ª a domingo pode beijar este gostosão? Basta ir ao  e pedir um double smash na nossa foodtruck Oficina Cra...
02/06/2026

Sabia que de 5ª a domingo pode beijar este gostosão? Basta ir ao e pedir um double smash na nossa foodtruck Oficina Craft Snackery. Enquanto ainda não abre a foodtruck, siga a página para satisfazer o apetite e alimentar a nossa comunidade:

😎 🍔 🤘

Há qualquer coisa de muito belo na renovação de votos a que obriga o ritual rotineiro de pôr a mesma mesa, preparar o me...
27/05/2026

Há qualquer coisa de muito belo na renovação de votos a que obriga o ritual rotineiro de pôr a mesma mesa, preparar o mesmo prato. O ser humano tem sobeja admiração pelo ímpeto de começar, é certo. Mas há extrema beleza no ato de continuar, na força de permanecer, na robustez da repetição, da rotina e, como que por a alma ser do contra, conseguir ainda apaixonar-se por um copo, uma composição, ou aquela forma de a luz sair sobre a esplanada.
Todos os dias conseguimos ver a beleza que por aqui se prova. E, se há coisa que a beleza não precisa, é de justificações. Somente - como qualquer pedaço de humanidade - de ser vista, apreciada, reconhecida, saboreada.

Apareça. Será com certeza belo se em breve o/a servir-mos por cá.

Feeling that breakfast buzz in you belly? Come on over. We‘re serving until 1pm. 😎
24/05/2026

Feeling that breakfast buzz in you belly? Come on over. We‘re serving until 1pm. 😎


20/05/2026

2 dias para servir o pequeno-almoço, agora disponível na Oficina de sexta a domingo, das 9h às 13h e, queira o clima, na esplanada. No vídeo: gravlax caseiro de salmão, philadelphia e pickle de beterraba. É daqueles que dá vontade de repetir e por isso repetimos: 2 dias para servir o pequeno-almoço.

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Delicious breakfast in the heart of Lisbon? 2 days to go ;)

12/05/2026

After the rain, you deserve to start the day with the sun on a plate.
Breakfast is available from Friday to Sunday - 9am to 1pm. Book a table outside. Why not? 😎

Depois da chuva, é tempo de acordar com sol no prato. A partir de sexta-feira teremos pequenos almoço disponível todos os fins the semana das 9 às 13h. Aproveite e marque na esplanada 😎

Sometimes, all you need to have a good day is to end it in a cozy cool place with a glass of good wine. N‘est pas? ;) Co...
07/05/2026

Sometimes, all you need to have a good day is to end it in a cozy cool place with a glass of good wine. N‘est pas? ;) Come on over, it‘s warm inside.

Até há bem pouco tempo invejava os chefs que têm as receitas da mãe e da avó para colocar no prato, que herdam segredos ...
03/05/2026

Até há bem pouco tempo invejava os chefs que têm as receitas da mãe e da avó para colocar no prato, que herdam segredos e mezinhas. A infância a temperar-lhes a inspiração. A terra da família.

Eu, nascido e criado pelo Chiado, achava que não me estava reservada essa sorte da ordem natural das emoções. Do amor, do afeto, da proteção. Mas descobri, querendo ou não, que algo me estava reservado, nem que fosse a antítese de tudo isso. E que isso também era emoção.

Postas as coisas em pratos limpos, na vida também há dor e na dor também reside o amor. E não só o que senti, como a descoberta consciente deste processo emocional de aceitação da minha história, emocionou-me. E depois, entusiasmou-me.
A primeira pedra que assentei nesta minha construção da Técnica da Emoção foi abraçar a perda. Processá-la. E depois, com cuidado, experimentei manipulá-la. Comecei a querer (re)criar emoções. Servi-me da comida para não perder o amor, para me alimentar de afeto, para me proteger a memória. Trabalhava em bares e ainda não era cozinheiro, mas já usava nos meus pequenos almoços aromas que me lembravam dos cheiros de uma casa que um dia me foi familiar. Ainda descasco a fruta como a minha mãe. Nas minhas mãos com laranjas que “o senhor trazia do Algarve” como ela me dizia, cheirava as mãos dela. Muitas memórias sensoriais concretizaram-se em pratos que não foram fruto do concreto, mas sim da minha imaginação. Eram os ingredientes que tinha. E nessas frigideiras e panelas ora lembradas ora inventadas, fui fazendo as pazes com a minha mãe.

[ chef Rui Rebelo no artigo ‘A Técnica da Emoção’ ]

Caro português: vamos aproveitar para alimentar os neurónios, a cultura e a alma enquanto os livros ainda são baratos, v...
27/04/2026

Caro português: vamos aproveitar para alimentar os neurónios, a cultura e a alma enquanto os livros ainda são baratos, vá. Estes são mesmo para devorar:

NOTES FROM A YOUNG BLACK CHEF | KWAME ONWUACHI
Nem todos os percursos na cozinha começam numa escola ou debaixo de uma chuva de estrelas. Este começa entre culturas, erros, ambição e sobrevivência. Kwame Onwuachi conta uma história onde cozinhar é parte de algo maior: identidade, pertença e resiliência. Mais do que um livro sobre comida, é um lembrete de que cada prato carrega um percurso - e que nem todos são lineares.

EATING TO EXTINCTION | DAN SALADINO
Aquilo que comemos está a desaparecer. Não por falta de criatividade, mas por excesso de padronização. Dan Saladino percorre o mundo à procura de ingredientes, tradições e sabores em risco, mostrando que a biodiversidade alimentar é também memória cultural. Comer deixa de ser um gesto automático para se tornar uma escolha com impacto. Preservar começa, muitas vezes, no prato.

SCIENCE AND COOKING | HAROLD MCGEE
Especialmente para nerds gastronómicos: por detrás de cada técnica há uma lógica. E por detrás de cada resultado, uma reação. Este livro aproxima a cozinha da ciência, explicando o que acontece quando transformamos ingredientes em pratos. Calma, que não tira magia à cozinha. Pelo contrário: dá-lhe estrutura. Entender é também uma forma de cozinhar melhor.

25/04/2026

Endereço

Calçada Do Duque 43A
Lisbon
1200-155

Horário de Funcionamento

Segunda-feira 12:00 - 22:30
Terça-feira 12:00 - 22:30
Quarta-feira 12:00 - 22:30
Quinta-feira 12:00 - 22:30
Sexta-feira 09:00 - 22:30
Sábado 09:00 - 22:30
Domingo 09:00 - 22:30

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