29/01/2026
𝐀𝐞𝐫𝐨𝐩𝐨𝐫𝐭𝐨 𝐝𝐞 𝐋𝐢𝐬𝐛𝐨𝐚: 𝐀𝐒𝐏𝐏/𝐏𝐒𝐏 "𝐯𝐨𝐥𝐭𝐚 𝐚̀ 𝐜𝐚𝐫𝐠𝐚" 𝐜𝐨𝐦 𝐧𝐨𝐯𝐨 𝐩𝐥𝐞𝐧𝐚́𝐫𝐢𝐨 𝐩𝐚𝐫𝐚 "𝐞𝐯𝐢𝐝𝐞𝐧𝐜𝐢𝐚𝐫 𝐨𝐬 𝐩𝐫𝐨𝐛𝐥𝐞𝐦𝐚𝐬"
Maior sindicato de polícias acusa cadeia de comando de querer anular contestação e a demonstração de insatisfação. Agentes dizem que não temem novas participações ao Ministério Público. Acusam Governo e Direção Nacional da PSP de falta de diálogo.
Em três meses é o terceiro plenário de polícias promovido pela 𝐀𝐬𝐬𝐨𝐜𝐢𝐚𝐜̧𝐚̃𝐨 𝐒𝐢𝐧𝐝𝐢𝐜𝐚𝐥 𝐝𝐨𝐬 𝐏𝐫𝐨𝐟𝐢𝐬𝐬𝐢𝐨𝐧𝐚𝐢𝐬 𝐝𝐚 𝐏𝐨𝐥𝐢́𝐜𝐢𝐚 (𝐀𝐒𝐏𝐏/𝐏𝐒𝐏) no Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa.
Esta quinta-feira, a partir das 7h00 da manhã, há protesto agendado na Divisão de Segurança Aeroportuária e Controlo junto a Esquadra de Controlo e Fronteiras. Para as 10h30, está agendada uma concentração de polícias na zona das partidas do aeroporto.
Um protesto que, segundo o presidente da 𝐀𝐒𝐏𝐏/𝐏𝐒𝐏, 𝐏𝐚𝐮𝐥𝐨 𝐒𝐚𝐧𝐭𝐨𝐬, repete-se por causa da degradação das condições de trabalho, com poucos efetivos e a ausência do pagamento do devido suplemento.
“Nesta altura os problemas estruturais não são mais visíveis porque estamos em janeiro, que é um mês com menos atividade”, afirma o sindicalista.
𝐏𝐚𝐮𝐥𝐨 𝐒𝐚𝐧𝐭𝐨𝐬 acusa a ANA - Aeroportos de não corresponder às necessidades de segurança interna. “Falo da colocação de profissionais PSP em Figo Maduro, quando temos tantas dificuldades no Aeroporto de Lisboa e aqui nem deviam estar polícias porque a competência é de outras entidades, há falta de um parque de estacionamento para polícias, o suplemento de segurança aeroportuária que foi anunciado não existe, etc...”.
"Zero contactos do lado do Governo"
Em declarações à Renascença, o sindicalista lembra que do último plenário resultou um documento que identificava um conjunto de problemas e que foi entregue ao Ministério da Administração Interna, à Inspeção-Geral da Administração Interna (IGAI), Direção Nacional da PSP e grupos parlamentares.
“Tudo continua igual! (...), zero contactos do lado do Governo e dos restantes”, lamentando que “a cadeia de comando pareça apenas querer anular a contestação e a demonstração de insatisfação. Vamos voltar à carga e evidenciar os problemas que se colocam”, promete.
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Presidente do maior sindicato de polícias garante (...)
Questionado sobre se os agentes temem novas participações ao Ministério Público, tal como aconteceu no último plenário em dezembro, 𝐏𝐚𝐮𝐥𝐨 𝐒𝐚𝐧𝐭𝐨𝐬 responde: “Espero que não. As lutas sindicais devem ser resolvidas com respostas políticas e não com processos disciplinares e processos crime, ou notícias ao Ministério Público. Isso é a pior forma de resolver os problemas. Deve haver espaço para o diálogo e para a construção, e não fazer-se o que já aconteceu, afastar comandantes, castigar de forma sofisticada oficiais que estiveram no plenário”.
O sindicalista sublinha que “nota-se claramente uma sinalização das pessoas que estiveram nos plenários, sendo prejudicadas em transferências, concursos e não trabalharem em determinados sítios”.
A 𝐀𝐒𝐏𝐏/𝐏𝐒𝐏 tem já outros protestos agendados. Em fevereiro, está prevista uma concentração de polícias durante a realização de um Conselho de Ministros e a permanência de agentes nas galerias da Assembleia da República durante o debate quinzenal.
Também estão anunciadas ações em diversos Comandos, "com o levantamento de debilidades, condições de trabalho e violações de direitos, para posterior exposição pública".
29 jan, 2026 - 06:00 • Liliana Monteiro
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