O Perna de Prata

O Perna de Prata SOMENTE COM RESERVA

Chilli Pink... :)))Vinho do Porto Rosé cada vez com mais criatividade nos Cocktails...
21/07/2012

Chilli Pink... :)))
Vinho do Porto Rosé cada vez com mais criatividade nos Cocktails...

16/06/2012
Cabrito assado em forno a lenha...
16/06/2012

Cabrito assado em forno a lenha...

D.Fernando de Sousa Botelho Mourão e Vasconcelos. 2º Conde de Vila Real "O Perna de Prata"
16/06/2012

D.Fernando de Sousa Botelho Mourão e Vasconcelos. 2º Conde de Vila Real "O Perna de Prata"

02/05/2012

O Perna de Prata

CARDÁPIO

Jantares às sextas - Bacalhau do Perna de Prata com batatas a murro
( Entradas, sopa, prato de bacalhau, sobremesa, vinho Peixotinho do Sobreiro, refrigerante e café 15.00€ )

Almoços aos sábados - Feijoada da D. Preta
( Entradas, sopa, prato de feijão preto com carnes, sobremesa, vinho Peixotinho do Sobreiro, refrigerante e café – 12.50€ )

Jantares aos sábados – Lombo de porco do Nicolau Nazoni
( Entradas, sopa, prato de lombo de porco com molho de azeitonas, sobremesa, vinho Peixotinho do Sobreiro, refrigerante e café – 12.50€ )

Almoços aos domingos e feriados – Cabrito assado no forno a lenha
( Entradas, sopa, prato de cabrito com batatas assadas e arroz no forno, sobremesa, vinho Peixotinho do Sobreiro, refrigerante e café – 22.50€ )

Nota: A reserva de mesa deverá ser feita antecipadamente. Para grupos acima de 12 pessoas o cardápio poderá ser outro à sua escolha. O Perna de Prata está aberto a qualquer dia da semana para grupos superiores a 40 pessoas com reserva antecipada.

15/04/2012
O poço do Perna de Prata
15/04/2012

O poço do Perna de Prata

Quinta da Cumieira Século XVI A Quinta da Cumieira, uma das mais antigas da Região Demarcada do Douro, está situada na m...
14/04/2012

Quinta da Cumieira
Século XVI

A Quinta da Cumieira, uma das mais antigas da Região Demarcada do Douro, está situada na margem direita do rio Corgo, a pouco mais de uma légua de distância da cidade de Vila Real e implantada num dos mais sugestivos cumes da freguesia medieva do conselho de Santa Marta de Penaguião.
Para o visitante que passa na estrada nacional Vila Real-Santa Marta de Penaguião-Peso da Régua a quinta só ao longe se mostra. Para a encontrar, o visitante terá de sair de estrada nacional num lugar chamado “Estação”, nome que ainda mantém da finada estação do século XIX da “carreira da mala-posta”, meter pela antiga estrada real, passar ao lado esquerdo da adega cooperativa e mais à frente, num largo formado por uma capelinha, deparar com o fronte do portão da entrada da Quinta da Cumieira.
A antiga estrada real continua para Silhão, lugar natalício do fundador do Colégio Militar, o Marechal Teixeira Rebelo. E por referir este senhor, é de lastimar que o Colégio Militar nunca tenha feito nada para conhecer e preservar a casa do seu fundador. Mas a antiga estrada…essa continua numa descida desenfreada até ao fundo de uma veiga, passa uma ponte romana sobre o rio Sordo, atravessa a aldeia de Relvas e sobe a bom subir até à cidade de Vila Real.
A história – A Quinta da Cumieira, no século XVI, foi pertença do Convento de São Gonçalo de Amarante, sendo, a 20 de Junho de 1674, feita Prazo ao Capitão Diogo Pereira de Aguiar.
A 20 de Julho de 1752, foi adquirida pelo Morgado de Mateus, Dom Luís, criando-lhe vínculo de morgadio. A Quinta da Cumieira, segundo o Tombo de Mateus, era muito extensa, abrangendo grande parte da área rural da freguesia da Cumieira e parte da freguesia de relvas, num total de 103 propriedades. Por isso ela era denominada Quinta da Cumieira, nome que mantém apesar de atualmente ter pouco mais de 40 hectares.
Foi no tempo do Morgado de Mateus, Dom Luís, que a capela do elegantíssimo Palácio de Mateus, de estilo Barroco, foi concluída (o Palácio de Mateus foi mandado construir pelo seu pai, António José) e seria nessa altura que a casa da Quinta da Cumieira recebe por hóspede um importante arquiteto italiano radicado no Porto, de nome Nicolau Nasoni, com a artística missão de pintar os interiores da Igreja Matriz da Cumieira.

Entretanto passam cinco gerações:

1ª - Dom Luís António de Sousa Botelho Mourão. Senhor do morgadio de Mateus, Fidalgo Cavaleiro da Casa Real – comprador da Quinta da Cumieira.
2ª - Seu filho, Dom José Maria de Sousa Botelho Mourão e Vasconcelos, Senhor dos morgadios de Mateus, Cumieira, Sabrosa, Arroios, Moroleiros e Fontelas, Moço Fidalgo da Casa Real, Comendador da Ordem de Cristo, Diplomata, autor de uma explêndida edição de “Os Lusíadas” executada em França, etc.
3º - Seu filho Dom José Luís, 1º Conde de Vila Real (título moderno), Senhor dos morgadios de Mateus, Cumieira, Saborosa, Arroios, Moroleiros e Fontelas, Tenente Coronel, Par do Reino, Conselheiro de Estado, Diplomata, Ministro dos Negócios Estrangeiros e da Guerra, etc.
4º - Seu filho Dom Fernando, 2º Conde de Vila Real, Senhor dos Morgadios da Cumieira e Mateus. Era conhecido por “ O Perna de Prata” e foi o responsável pelas notáveis melhorias no Palácio de Mateus.
5º - Seu filho Dom José Luís, 3º Conde de Vila Real, Senhor dos morgadios de Mateus e Cumieira, Oficial-Mor Honorário de casa Real – vendedor do morgadio da Cumieira.

Surge então, na história desta bela quinta, Guilhermino Martins dos Reis. Seu pai, abastado lavrador em Torgueda, caçador e pescador viciado, nunca comeu à mesacom os seus 17 filhos, preferindo a convivência dos amigos. Emprestou somas importantes em dinheiro aos amigos e conhecidos, para emigrarem para o Brasil, e depois ia ficando na miséria!
Seu filho Guilhermino, habituado ao conforto e a um alto nível de vida, não se conforma com semelhante situação, emigra também para o Brasil e ganha fortuna no então próspero negócio do tabaco.
Regressa a Portugal e no ano 1908 compra ao Conde D.José Luís, pela importancia fabulosa de 28.000:000$000 réis (28 contos de réis), a Quinta da Cumieira. O Conde vai ao Banco de Portugal para transacionar o seu cheque, e depara com uma situação algo insólita…é que o banco não tinha nos seus cofres dinheiro que bastasse para pagar esse cheque, acabando o mesmo por ser pago em três prestações!
Guilhermino demora três anos a conhecer a vastíssima Quinta da Cumieira, e, por ser tão extensa, teria dito à esposa que se encontrava já enfadado e cansado de percorrer tantas propriedades…
Deixa 5 filhos, a D.Celeste, o Guilhermino Octávio, o Lourival, o Mário e o Amândio, que partilhavam entre si os criados (os mais conhecidos foram o Zé Mouco e o Canário) e as terras desta bela propriedade. O Mário e o Guilhermini Octávio ficam também com a casa da Quinta da Cumieira, que acabaria por ser adquirida pelo Mário ao seu irmão. È nesta casa que estamos a conversar com a viúva, de nome Deolinda e professora primária de profissão durante um ano escolar em Gouvinhas do Douro (agora professora do ensino básico), que, apesar dos seus 92 anos de idade, mantém uma saúde de ferro e uma lucidez de espírito de fazer inveja a muita boa gente!
Como não deixam sucessores, nomeam legítimo herdeiro o sobrinho Marco Aurélio Nogueira Peixoto, por eles educado desde tenra idade.
A casa- A casa da quinta, como atualmente se encontra, é toda feita em granito e foi edificada em variadas fases através dos tempos.
No século XVI, a sua forma era paralepipédica e bastante simples. No rés-do-chão deveriam ser as lojas para guardar o material agrícola ou animais de criação, bem ao género da casa tipicamente transmontana.
Em 1739, recebe um importante aumento e melhoramento, para dar lugar a uma casa senhorial com forma de L. A entrada passa a ser feita através de um portão imponente, com um frontão cortado, apresentando na sua parte cimeira três acrotérios e um brasão. O brasão é de forma clássica, partido, com cinco coticas e uma torre. A ladear a parte da casa que dá para o terreiro empedrado, está uma elegante varanda exterior rematada por duas escadarias. A varanda é composta por quatro colunas em granito de fuste cilíndrico, que dão ao conjunto uma graça especial. No rés do chão da residência, onde antigamente existia um armazém repleto de cubas e tonéis bem à maneira duriense, encontra-se agora um acolhedor bar com sala de jogos; ao lado uma garrafeira, e a seguir, uma pitoresca sala de jantar, onde se pode observar, para além de outras peças de interesse, uma prensa antiga, um alambique em cobre e um nicho com o livro do Tombo de Mateus referente à Quinta da Cumieira. Todos estes espaços foram recuperados e transformados de maneira a proporcionar momentos de bom convívio e prazer, sem sair dum ambiente tipicamente duriense.
Do outro lado da casa estão as antigas cavalariças, hoje convertidas em armazéns e numa cozinha rústica- a cozinha velha. Num dos armazéns encontra-se um casco de Vinho do Porto batizado com o nome do grande escritor brasileiro “Jorge Amado”, que em 1979 visitou a quinta e provou com satisfação esse vinho.
O armazém é composto por grandes lagares, prensas, cubas de fermentação e cascos, e está hoje parcialmente reformado em virtude das uvas serem levadas para vinificar na Adega Cooperativa de Vila Real.
O conjunto da casa do senhorio, com o portão, com os armazéns e com a casa da cozinha velha, formam a um canto o poço do “Perna de Prata”.
Os mais antigos, nomeadamente o Amândio - filho mais novo de Guilhermino Martins dos Reis, falavam com insistência, que, D. Fernando conhecido por “O Perna de Prata”, teria mandado esconder no fundo do poço da casa da Quinta da Cumieira, durante a Revolução de Setembro, um importante tesouro!!
Seria verdade?

Endereço

Cumieira-Lgo Da Capela 796
Cumieira
5030-049

Horário de Funcionamento

Sexta-feira 19:30 - 23:00
Sábado 12:30 - 15:00
19:30 - 23:00

Telefone

259969544

Website

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