02/12/2025
Em setembro de 2001, o Sol Doce abriu suas portas em Santa Maria, na Ilha do Sal, trazendo não apenas o sabor da gastronomia portuguesa, mas também uma história de amor e resiliência. Lurdes Nunes, natural de Marco de Canaveses, Portugal, chegou a Cabo Verde em 1996, após viver anos em França. Apaixonada pela simplicidade e beleza da vida insular, decidiu fincar raízes na Ilha do Sal, onde encontrou inspiração para criar o Sol Doce.
Casa Viana, o edifício centenário que abriga o restaurante, já testemunhou muita história ao longo dos anos. Durante o período da exportação de sal, foi um dos epicentros da economia local. Hoje, parte da Casa Viana abriga o Sol Doce, que continua sendo um ponto de referência no cenário gastronômico da ilha.
Desde o início, Lurdes enfrentou desafios para estabelecer o restaurante. Adaptar-se aos sabores e ingredientes locais, ajustar-se ao clima quente e, claro, conquistar o paladar de uma nova clientela. Porém, sua paixão pela culinária e o desejo de criar algo especial a mantiveram firme. Com o tempo, o Sol Doce tornou-se um lugar querido por turistas e moradores, atraídos pela promessa de peixe fresco e pratos autênticos.
Os pescadores locais são parceiros essenciais do Sol Doce, trazendo diariamente o melhor que o mar oferece. O peixe, ainda com o cheiro do oceano, é pesado e escolhido na hora, garantindo uma frescura incomparável. O Tataki de Atum, um dos pratos mais celebrados de Lurdes, é preparado com atum fresco, e o peixe, grelhado à frente dos clientes, é um verdadeiro espetáculo culinário.
O Sol Doce não é apenas um restaurante; é um reflexo da jornada de Lurdes, de França para Cabo Verde, e do vínculo que ela criou com a comunidade local. Cada prato, cada detalhe na decoração, é um testemunho dessa fusão de culturas e tradições. Olhando para o futuro, Lurdes continua a inovar, sempre com a mesma paixão que a levou a abrir as portas do Sol Doce há mais de duas décadas.