09/05/2026
Carta aberta sobre perder um filho:
A descoberta da minha segunda gravidez foi algo inexplicável, porque a minha filha já sabia bem antes dos sinais, como ela disse: Deus deu a ela um irmão, mas como ele sabe de todas as coisas, a minha gravidez foi interrompida, eu não sei se o pior momento foi a descoberta que não tinha batimento ou o momento em que eu sabia que eu iria precisar passar por um procedimento, ou entrar em uma maternidade e sair sem meu filho, mais em todos os momentos eu confiei em Deus, mesmo com meu coração apertado, trêmula e os olhos cheios de lágrimas em ouvir os batimentos dos bebês das grávidas que estava na sala comigo, e os choros dos que estavam nascendo, me peguei vários dias parada no tempo tentando entender o Por quê?, e mesmo sabendo que Deus é o dono das nossas vidas, eu tive dias cinzentos, cheios de medos e dor inexplicável, leva tempo pra você conseguir falar sobre sem chorar, e você nunca vai esquecer a sensação de saber que estava gerando o 2° amor da sua vida, e todos os dias eu tento ser forte, e acredite nesses dias eu ainda tive que lidar com as perguntas, que eu não sabia as respostas, ou com falas sem noção das pessoas.
Ser mãe é você amar uma parte que sai de você, e ao mesmo tempo ter medo dos rumos que a vida dá, por insegurança de perder a sua metade.
Ser mãe é você se fazer forte todos os dias, mesmo com o mundo desabando em sua cabeça.
Ser mãe é você abrir mão de muitas decisões pra ficar bem.
Ser mãe é deixar ir, e simplesmente amar mesmo sem ter visto, ter tocado ou ter sentido.
Ser mãe é amar, incondicionalmente.