22/07/2026
Relato de um empreendedor:
Quando você ver uma marmita, um lanche ou qualquer produto que alguém está vendendo, antes de dizer que está caro, lembre-se de que isso é apenas o reflexo do que estamos vivendo hoje.
Empreender no Brasil está cada dia mais difícil. Os preços dos produtos não param de subir. Um quilo de feijão já custa perto de R$ 10, a carne mais simples chega a R$ 45 o quilo, e isso é só o começo.
Quem empreende não paga apenas pelos ingredientes. Existe a conta de luz, aluguel, água, gás, internet, embalagens, produtos de limpeza, impostos, taxas, manutenção dos equipamentos e, quando há uma equipe, ainda existe a responsabilidade de pagar salários em dia.
Muitas pessoas olham apenas para o preço final, mas não enxergam as horas de trabalho, as noites sem dormir, o medo de não conseguir fechar as contas no fim do mês e o esforço para entregar sempre o melhor.
Ninguém acorda pensando em cobrar caro. O empreendedor só tenta manter o negócio de pé, honrar seus compromissos e levar o sustento para dentro de casa.
Antes de julgar o preço de um produto, tente enxergar a história que existe por trás dele. Cada venda representa um sonho que continua vivo, uma família que depende daquele trabalho e alguém que escolheu não desistir, mesmo diante de tantas dificuldades.
Valorizar o pequeno empreendedor não é apenas comprar um produto. É reconhecer o esforço de quem luta todos os dias para oferecer qualidade, mesmo quando tudo ao redor parece trabalhar contra.
Que a gente aprenda a ter mais empatia e menos julgamentos. Porque, por trás de cada marmita, de cada lanche e de cada produto vendido, existe muito mais do que um preço: existe dedicação, responsabilidade, coragem e a vontade de vencer.