Nascido em Mulungu, vilarejo do agreste pernambucano, Gercino deixou a família para servir à Marinha. Em 1971, depois de 4 anos, encerrou a carreira militar e foi para São Paulo, onde conta ter tido o privilégio de nunca ter trabalhado como empregado. Primeiramente, Gercino trabalhou com malharia e em 1973, juntamente com dois irmãos, José e Gilvan, abriu a primeira Casa do Norte em São Paulo. Foi
aí que começou a história de sucesso dos três irmãos. Era apenas uma portinha e um pequeno salão, no qual se vendia artigos do norte. A "Casa do Norte dos Irmão Almeida", que funcionava na Vila Aurora, deu origem a outras três: Nação Nordestina (hoje sob o comando de Gilvan e seu filho Luciano); O Mocotó (sob a chefia de José e seu filho, o chef Rodrigo Oliveira); e o Mocofava (gerida pelo Gercino e seu filho Anderson). O Mocofava foi inaugurado em 1976, no bairro do Mandaqui, onde Gercino, ou “Bigode” como ficou conhecido, permanece até hoje. No começo ficou conhecida como a “Casa do Norte do Bigode”. Nessa época, Bigode, com seu espírito empreendedor e criativo, criou o mocofava, que é o casamento do caldo de mocotó com a favada. Ao contrário do que muitos pensam, o mocofava é um prato nascido em São Paulo - neste mesmo bar - com ingredientes da culinária nordestina. O sucesso foi tanto que esse prato acabou por dar seu nome à Casa. Entre outras criações do genioso Bigode, há também a Catubeba, aperitivo elaborado com catuaba e o suco de jurubeba, degustado até hoje pelo seu criador. Ainda hoje, o Bigode (que não usa mais bigode) trabalha no estabelecimento, atendendo seus clientes, os quais, para ele, são os verdadeiros responsáveis pelo sucesso do Mocofava.