26/07/2026
Dezenas de equipes de pesquisa em todo o mundo trabalham para interromper, tratar e até prevenir a doença de Alzheimer, que pode se desenvolver silenciosamente no cérebro por mais de uma década antes do surgimento dos sintomas. Embora avanços importantes tenham sido alcançados nos últimos anos, pesquisadores seguem em busca de terapias capazes de modificar de forma mais eficaz o curso da doença e de outras formas de demência.
A professora Michal Schwartz, do Departamento de Ciências do Cérebro do Instituto Weizmann de Ciências, desenvolveu uma estratégia inovadora para o tratamento do Alzheimer. Vencedora do Prêmio Israel em Ciências da Vida, ela demonstrou que o cérebro depende do sistema imunológico para seu funcionamento, manutenção e reparo ao longo da vida, contrariando a antiga crença de que qualquer atividade imunológica nesse órgão seria prejudicial.
“O envelhecimento é o maior fator de risco para a doença de Alzheimer”, afirma Michal Schwartz. “Nossas pesquisas mostram que um dos principais responsáveis pela progressão da doença é o envelhecimento do sistema imunológico, que alimenta a inflamação crônica no cérebro.”
O Instituto Weizmann de Ciências está entre os principais institutos multidisciplinares de pesquisa do mundo. Com uma comunidade internacional formada por mais de 5.400 cientistas, técnicos de laboratório e estudantes, a instituição se destaca por sua cultura acadêmica vibrante e colaborativa. Há mais de 90 anos, o Weizmann dedica-se à produção de conhecimento e ao desenvolvimento de soluções inovadoras para o enfrentamento de doenças e a proteção do meio ambiente, consolidando-se como um dos centros de pesquisa mais prestigiados globalmente, reconhecido por sua excelência acadêmica e impacto científico.
Em 2025, o Instituto foi classificado em 6º lugar no Ranking Leiden, que avalia a qualidade da pesquisa acadêmica com base exclusivamente em critérios quantitativos, como publicações e citações científicas, posicionando-o ao lado de universidades de referência internacional, como Princeton, Harvard, Stanford e MIT.