12/06/2026
Antes de abrir o Da Lata, eu acreditava que empreender me ensinaria sobre gestão, vendas, marketing, atendimento e finanças.
E ensinou.
Mas, olhando para trás, percebo que as lições mais importantes vieram justamente quando decidimos fechar.
Porque existe uma pergunta que quase sempre f**a de fora das conversas sobre trabalho e empreendedorismo.
A pergunta não é apenas se está dando certo.
A pergunta é: a que custo?
Existe muito conteúdo para quem fracassou e muito conteúdo para quem enriqueceu. Mas quase não se fala sobre quem está no meio do caminho. Sobre quem construiu algo que funciona, que dá retorno, que tem potencial de crescer, mas que já não quer mais viver daquela forma.
E admitir isso é desconfortável.
Parece ingratidão.
Parece falta de ambição.
Parece fracasso.
Mas talvez seja apenas uma mudança legítima de prioridades.
Durante muito tempo, eu também acreditava que o objetivo era crescer mais, faturar mais, trabalhar mais e aguentar mais. Como se o sofrimento fosse uma espécie de comprovante de comprometimento.
Hoje penso diferente.
Acredito que todo projeto, todo trabalho e todo negócio deveriam ser avaliados não apenas pelo dinheiro que geram, mas também pela vida que ajudam a construir.
Porque, no final das contas, sucesso e fracasso fazem muito menos sentido quando esquecemos por que começamos.