10/11/2021
Pintura O Último Baile da Ilha Fiscal (1905), óleo sobre tela, de Aurélio de Figueiredo.
“ O Baile da Ilha Fiscal, em 9 de novembro, oferecido pelo presidente do Conselho de Ministros do Império do Brasil, Visconde de Ouro Preto, foi o ápice das Festas Chilenas.
Foi o primeiro (e último) baile oficialmente promovido pelo Império.
Pretendia-se realizar uma celebração inesquecível para fortalecer a monarquia diante da ameaça republicana. Para a festa, o último grande evento do Império Brasileiro, inicialmente marcada para o dia 19 de outubro e adiada devido à morte do rei Luís I de Portugal, sobrinho do imperador Pedro II, foram distribuídos cerca de 3 mil convites.
Contou com as presenças de dom Pedro II, de dona Teresa Cristina, da princesa Isabel, do Conde d´Eu e das mais importantes figuras da sociedade e da política do país. A Família Imperial, sua comitiva, diplomatas estrangeiros e alguns convidados ficaram em um salão especialmente preparado para eles.
O edifício da Ilha Fiscal, projeto do engenheiro Adolpho José Del Vecchio, havia sido inaugurado em 27 de abril de 1889, poucos meses antes da realização do baile. No dia da festa foi iluminada com luz elétrica, tecnologia rara na época, e refletores de grandes navios iluminavam o Paço, a Capela Imperial e a Igreja da Ordem Terceira do Carmo, propiciando uma bela visão do Rio de Janeiro aos convidados da festividade.
Reza a lenda que o monarca, durante a festividade, tropeçou e então teria dito a Ouro Preto: a monarquia balança, mas não cai.
Caso tenha de fato dito isso, seu vaticínio não se cumpriu: dias depois, em 15 de novembro de 1889, foi proclamada a República e a monarquia caiu.
Dom Pedro II faleceu no exílio, em Paris, em 5 de dezembro de 1891.”
Fonte:
https:/brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=17856