10/09/2026
É clássico de banca: aquele “se” que parece objeto direto, mas na real indica sujeito. Frases se atribuem a um filósofo. As frases é que praticam a ação de “ser atribuídas”, então o verbo concorda com elas, no plural. Quem lê rápido enxerga “se” e já flexiona no singular por costume. Erra sem perceber que errou.
Peguei outra da mesma questão pra fechar o raciocínio: “couberam a evolucionistas desenvolver a ideia” também estava errado, porque ali o sujeito é oracional (desenvolver a ideia), e sujeito oracional trava o verbo no singular. Sempre. Não importa o que vem depois.
Tenho uma implicância de sala de aula: toda vez que aparece o verbo “caber” numa questão da FCC, eu já desconfio da alternativa. Nessa prova, ele apareceu duas vezes. Numa, a alternativa realmente estava errada. Na outra, estava certa e quase furou minha regra.
É esse tipo de questão que separa quem decorou regra solta de quem entende a lógica da concordância. E é exatamente esse olhar que a gente treina, questão por questão, no Resolução de Questões.
📆 Começa dia 14 de setembro, segundas e quartas, das 19h às 21h. Aulas ao vivo e disponíveis gravadas depois. Link na bio.