12/01/2026
ACORDO MERCOSUL-UNIÃO EUROPEIA: O QUE NINGUÉM FALA SOBRE OS LATICÍNIOS
Enquanto Lula comemora o acordo que não começou, e que ainda é provisório, sem a assinatura da França e outros países, um setor brasileiro entrou em estado de alerta: os produtores de laticínios.
A AMEAÇA É REAL: a produção de leite europeia é SUBSIDIADA pelos governos — têm produção excedente e capacidade de diversificar produtos. Já os nossos não têm os mesmos subsídios e ainda enfrentam os custos altos do CUSTO BRASIL e a infraestrutura brasileira inadequada ou precária.
Nesse acordo, as tarifas de 28% sobre QUEIJOS e LEITE EM PÓ importados serão ELIMINADAS; assim como MANTEIGAS e outros lácteos importados terão tarifas reduzidas.
A COMPETIÇÃO SERÁ DESIGUAL. Não há como um pequeno produtor competir com a escala de gigantes europeus que recebem bilhões em subsídios.
Produtos europeus vão chegar nos supermercados à preços baixos. E o impacto maior será nos milhares de empregos no setor leiteiro; nos pequenos e médios produtores rurais; nas cooperativas de laticínios; e, em última análise, na SEGURANÇA ALIMENTAR do Brasil.
Entenda, sem segurança alimentar, sem SOBERANIA.
Sabemos da eliminação gradual das tarifas — que vai acontecer em 10-15 anos —, mas o impacto começa desde já, levando a retração, aí desinvestimento, a desindustrialização. Resta ironizar, esse seria o governo da REINDUSTRIALIZAÇÃO…
Também sabemos que o acordo beneficia commodities e os conhecidos grandes exportadores, tipo JBS.
Nosso agro não é só boi, soja e milho. É também o leite que chega na mesa de milhões de brasileiros todos os dias, gerando renda, bem-estar, alimentando, fixando o homem no campo.
Também prevejo turbulências no setor de massas, panificação — biscoitos, bolachas, pães, macarrão. Apesar de falarem que são competitivos (que o frete seria uma barreira a mais na proteção etc) não contaria com esse ovo antes na galinha. Nossa indústria não estuda, não pesquisa, não invoca, porque não conhece a evolução do paladar brasileiro.