A Maria Boa nasceu como uma ideia para obtenção de uma renda complementar. Em algumas atividades até obtive realização, mas faltava alguma coisa. Um estímulo, uma doce, por isso, num determinado momento da minha vida, resolvi que aprenderia uma novo ofício. "Quem sabe poderia virar um negócio?" Eu pensei. Comecei fazendo bombons trufados. Tenho uma tia que já fez bombons e resolvi tomar emprestado
um pouco do seu conhecimento, por telefone mesmo, pedindo receitas e orientações. Muitas vezes ela me questionou: "Érica você vai acertar?" E eu sempre respondi: "Não sei tia, só sei que vou tentar". Erros, tentativas, acertos, erros... Tudo isso por que eu tinha um sonho, força de vontade, e necessidade de um ganho extra, pois morava longe da família e estava começando uma vida nova. Um belo dia em visita a minha família, resolvi usar R$ 100,00 do meu orçamento apertado para comprar material para fazer trufas. Algumas poucas embalagens moldes, chocolate, e dois tipos de recheio. Aproveitei a visita e fim um curso intensivo com minha tia, a mesma que me orientava por telefone. Tomei nota de alguns detalhes importantes e voltei para a cidade onde morava. Assim que cheguei, comecei a testar. Meu primeiro cliente disse que estava muito bom e passou a ser assíduo. Em pouco tempo deixei a minha vizinhança e comecei a vender na empresa onde trabalhava. Passei a atuar também no terceiro expediente para conseguir produzir os bombons. Comecei a ir para a rua, no horário de almoço, com uma caixinha de isopor, muitas vezes voltava sem vender nada, porque tinha vergonha de oferecer as trufas. Pensei então em mudar de estratégia e passei a oferecer nos restaurantes e bares, para revenda. Entre tantos "não, obrigado!", uma lanchonete acreditou no meu trabalho e deu-me a possibilidade de divulgar o meu sonho de iniciar uma caminhada doce, porém árdua. Me tornei a menina da trufa gostosa. Mas, precisava de um nome. Olhei para a minha filha e pensei, tem que ter Maria. Já sei, Maria Boa. No início esse nome não foi bem aceito pela maioria das pessoas e nem pela minha família. Mas eu sabia a importância de um nome forte, que causasse impacto e este atendia a todos os requisitos. Além de ter tudo a ver com o que eu fazia. Não demorou muito até que aparecessem os aniversários. A produção era super reduzida, ou fazia os chocolates, ou pegava encomenda de doces. E assim foi, por dois anos. Em uma das férias da empresa fiz um curso com um expert em chocolate e fiquei encantada com aquele mundo. Foi quando resolvi pedir demissão e ingressar nessa vida cheia de texturas, sabores, formatos e maravilhosos clientes. Hoje trabalho com doces, chocolates e bem casados que são o carro chefe da Maria Boa. Servidos nos sabores de doce de leite e leite condensado, e embalagens personalizadas que atendem a todos os eventos. Atendo de 5 a 8 eventos por semana, dentre eles casamentos, aniversários, bodas e os mais variados tipos de chás. Não sei tudo. Continuo sempre aprendendo, por sei que ainda há inúmeros caminhos e sabores a serem desvendados. Sou grata a Deus por ter colocado uma família maravilhosa no meu caminho que me incentiva a correr atrás e fazer o meu melhor. A minha tia e professora, Maria do Carmo, quem e deu toda a base necessária. Meu vizinho, Henrique, que foi meu primeiro cliente em Mossoró. A Z**i Lanches, na pessoa que d. Zilene. A Alan e Andreza, o primeiro casal a fechar casamento comigo em 2012, mesmo quando eu não tinha nenhuma foto do meu trabalho para mostrar e a todos os clientes e amigos que fazem parte deste sonho que continua sendo realizado.
Érica Possidônia da Costa Araújo
Proprietária e idealizadora da Maria Boa Doces.