Soparia Tia Cris

Soparia Tia Cris Somos especialista no ramo de sopas, caldos e cremes, bolos caseiros e salgados de qualidade, um a

A Soparia Tia Cris é espaço novo, aconchegante e inovador, onde iremos produzir sopas e caldos exclusivamente para vocês, pensando em cada detalhe direcionado a cada membro da família: mamãe, papai, filhos e amigos, porque o que queremos é que todos se sintam em casa... Na casa de TiaCris. Idealizamos um espaço com um clima familiar, com aquele aconchego, com todo o carinho e prazer de cozinhar para a família. Acho que é assim para todas nós, donas de casa: gostamos de oferecer o que há de melhor no nosso lar.

Crônica: : Sertão a força da vida O sertão dá de tudo que a gente precisa.Há quem diga que a vida aqui é difícil.E é.Mas...
15/08/2026

Crônica: : Sertão a força da vida

O sertão dá de tudo que a gente precisa.

Há quem diga que a vida aqui é difícil.

E é.

Mas eu pergunto: o que é fácil para você?

Aqui, a vegetação aprende a sobreviver quase sem água. O sol escaldante castiga até as folhas caírem. Os açudes secam e a terra rachada aparece, desenhando no chão um labirinto que parece feito à mão.

E, ainda assim, a vida insiste.

A palma, cheia de espinhos, vira socorro quando falta alimento para o gado. As fruteiras brotam e os pássaros chegam antes da colheita, porque na natureza a fome também não espera.

Se aparecem mosquitos, os sapos agradecem.
Se há sapos, as cobras encontram alimento.
As galinhas comem escorpiões, formigas e tantos outros insetos.

Mas basta jogar um punhado de milho no terreiro para elas esquecerem o resto.

De grão em grão, enchem o papo.

É assim no sertão. Uma vida vai sustentando a outra e a própria natureza encontra maneiras de atravessar as dificuldades — não porque alguém planejou, mas porque a vida tem uma sabedoria que nenhum livro ensina completamente.

Aqui, a vaca dá o leite. O vizinho ajuda na ordenha.

O leite chega ainda morno e depois vira queijo, coalhada, manteiga ou aquele doce amarelinho que adoça a boca e a memória. E pela manhã, leite com cuscuz pode valer mais que qualquer pão quentinho.

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Crônica: Seu AntônioMeu pai partiu há cinquenta e um anos. Eu tinha apenas nove.É estranho pensar que vivi muito mais te...
09/08/2026

Crônica: Seu Antônio

Meu pai partiu há cinquenta e um anos. Eu tinha apenas nove.
É estranho pensar que vivi muito mais tempo sem ele do que com ele e, ainda assim, consigo fechar os olhos e encontrá-lo em tantos lugares da minha memória.
Papai se chamava Antônio. Era branco, alto, magro, de olhos azuis e cabelos lisos e volumosos. Um legítimo galã. Para deixar os cabelos no lugar, usava brilhantina — afinal, era a moda daquele tempo.
Seu Antônio era eletricista dos bons. Numa época em que a profissão ainda era rara, entendia de elétrica e eletrônica como se tivesse frequentado uma faculdade de engenharia. Era prendado, curioso, habilidoso. Se alguma coisa quebrasse, ele dava um jeito.
Mas meu pai não era feito apenas de trabalho.
Era homem de casa, de barriga cheia, de carinho e de muito humor. Contava suas mentiras em tom de brincadeira e, para dar credibilidade às histórias, ainda convocava minha mãe:
— Não tô assim, Petinha?

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Tempo pra CurarHoje eu só queria silêncio.Ficar na minha rede, no sítio, sem fazer nada. Sem produzir. Sem resolver. Sem...
14/07/2026

Tempo pra Curar

Hoje eu só queria silêncio.
Ficar na minha rede, no sítio, sem fazer nada. Sem produzir. Sem resolver. Sem precisar ser útil.
Não perdi o gosto pela vida. Não estou triste com ela.
Eu apenas preciso parar.
Mas como é difícil desejar descanso e, ao mesmo tempo, querer acordar com outro espírito. Como é estranho sentir que o corpo e a mente pedem uma pausa, enquanto uma voz dentro da gente continua cobrando:
“Você deveria estar fazendo alguma coisa.”
Será que existe uma regra para viver?
Nós sabemos que é justo e compreensível descansar. Dizemos isso aos outros. Aconselhamos quem amamos a respeitar os próprios limites. Mas por que é tão difícil oferecer a nós mesmas a mesma compreensão?
Estou na rede, tentando descansar, mas meus olhos continuam voltados para um trabalho com resina que comecei. Até no silêncio eu produzo. Até quando decido parar, encontro alguma coisa para criar.
Talvez porque, durante toda a vida, tive muito forte em mim o prazer de cuidar, organizar, aproveitar, consertar e transformar.
Depois que fechei a soparia, fiz um curso de artes em resina. Seria apenas um hobby. Uma atividade prazerosa para ocupar as mãos e a criatividade. Mas minha mente parece não compreender a expressão “apenas um hobby”. Logo surgem os projetos, os materiais, as possibilidades — e a cobrança para que aquilo se transforme em alguma coisa maior.
Por que faço isso comigo?
Olhei para uma antiga mesa de centro de madeira rústica, presente da minha cunhada Telma, que já faleceu. Ela, por sua vez, havia recebido a mesa como doação da mãe de outra cunhada nossa. É uma peça antiga, atravessada por muitas casas, muitas mãos e certamente muitas histórias. Com o tempo, a madeira começou a descascar. Passei verniz. Depois, cera. A melhora aconteceu, mas foi passageira.
Então pensei: por que não trabalhar essa mesa com resina?
A resina poderia proteger a madeira, aumentar sua durabilidade e transformar a peça. Eu teria uma mesa renovada, criada pelas minhas mãos, sem apagar completamente aquilo que ela já foi.
Porque acredito que o velho sempre pode melhorar.

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O amor mais bonito não é aquele que aparece nas fotos. É aquele que permanece quando a vida aperta.É o amor que aprende ...
12/06/2026

O amor mais bonito não é aquele que aparece nas fotos. É aquele que permanece quando a vida aperta.

É o amor que aprende a dividir os pesos, que respeita os silêncios, que segura a mão nos dias difíceis e comemora as pequenas vitórias como se fossem grandes conquistas.

Com o tempo, a gente descobre que amar não é encontrar alguém perfeito. É encontrar alguém que conhece nossas imperfeições e, ainda assim, escolhe ficar.

O amor mora nos detalhes: no café servido sem pedir, na mensagem de cuidado, na espera paciente, no abraço que diz “estou aqui” sem precisar de palavras.

Neste Dia dos Namorados, celebre o amor que constrói. O amor que acolhe. O amor que permanece.

Porque, no fim das contas, amar é escolher a mesma pessoa todos os dias, mesmo quando a vida não está em clima de romance.

E isso talvez seja a forma mais bonita de amor.

❤️ Feliz Dia dos Namorados. ❤️

❤

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