11/03/2026
Em 1930, um poeta italiano decidiu declarar guerra ao macarrão.
O nome dele era Filippo Tommaso Marinetti, fundador do movimento futurista.
No seu Manifesto della cucina futurista, ele propôs algo impensável:
abolir a pasta da mesa italiana.
Segundo Marinetti, o macarrão deixava os italianos pesados, lentos e nostálgicos — exatamente o oposto do homem moderno que o futurismo imaginava: rápido, dinâmico, voltado para o futuro.
Ele queria uma cozinha nova.
Pratos experimentais.
Combinações inesperadas.
A refeição transformada em experiência artística.
A reação foi imediata.
Jornais, cozinheiros e famílias italianas responderam da forma mais simples possível: continuaram fazendo pasta.
Porque, na Itália, comida nunca foi apenas comida.
É memória.
É identidade.
É cultura.
Os manifestos passam.
A massa f**a.