26/07/2023
O setor de fisioterapia do Hospital Frei Gabriel, em Frutal, revelou que centenas de moradores da cidade buscaram atendimento após enfrentar sequelas respiratórias e motoras causadas pela Covid-19. O vírus, apesar de ter sido declarado como fim da emergência sanitária global pela OMS em maio, ainda deixou um rastro de dor e sofrimento na população.
De acordo com Cássia Beatriz da Silva, fisioterapeuta que atende na Policlínica anexa ao hospital, as sequelas respiratórias comuns incluíam fadiga, cansaço e falta de ar durante atividades simples do cotidiano. Muitas pessoas relataram dificuldades ao amarrar os sapatos ou ao levantar da cama. Além disso, foram observadas sequelas motoras que se manifestaram como fraqueza nas mãos ou pé caído, semelhante a um Acidente Vascular Cerebral (AVC).
Apesar dos sustos e medos causados pelas sequelas, a fisioterapeuta assegura que tratamentos adequados contribuíram para o desaparecimento dos problemas de saúde decorrentes da Covid-19. O tratamento inclui trabalhos minuciosos para melhorar a capacidade respiratória dos pacientes afetados. Etapas como limpeza pulmonar, aplicação de técnicas respiratórias e atividades moderadas eram realizadas de acordo com o progresso do paciente.
Pacientes com comorbidades, como hipertensão, obesidade ou diabetes, foram os mais afetados pela Covid-19 e suas sequelas. Cássia menciona um caso de um paciente obeso que contraiu a doença, permaneceu 51 dias entubado e, após sessões de fisioterapia, conseguiu retomar suas atividades diárias.
As sessões de fisioterapia duram de 30 a 50 minutos, geralmente prescrevendo 10 sessões, com possibilidade de aumento, se necessário. Durante a pandemia, a equipe de fisioterapeutas enfrentou o desafio de aprender e reavaliar o tratamento de pacientes com uma doença recém-descoberta, buscando novos métodos para auxiliar na recuperação.
Cássia relembra o período de incerteza e dor enfrentado pela equipe, enquanto testemunhavam diariamente a luta pela sobrevivência e as perdas causadas pela Covid-19. A fisioterapia continua disponível para auxiliar pacientes com sequelas, mas enfatiza a importância da vacinação para evitar a devastação causada pela doença.