13/05/2026
Minha irmã Fátima,
Eu, como caçula, ao longo dos meus 47 anos, sempre falei com orgulho da numerosa família do nosso saudoso pai, Raimundo Lopes. Fazia questão, todo prosa, de dizer ao mundo que tinha 13 irmãos vivos. E quando contava que, ao todo, éramos 32 filhos, quase ninguém acreditava.
Hoje, porém, meu coração sente o peso de dizer que agora somos 12. Mas jamais deixarei de ter você presente em minha vida, na memória e no amor.
Nunca esquecerei seu jeito único: carinhoso, brincalhão, acolhedor e tão amoroso com todos ao redor. Guardo com emoção a lembrança do dia da partida do papai. Foi você quem escreveu o texto do missal — palavras profundas, sensíveis, cheias de signif**ado e amor. Era a tradução perfeita da sua alma.
Hoje me despeço de você, minha irmã, mas com a certeza de que agora está ao lado dos seus grandes amores: nosso pai Raimundo Lopes, sua querida mãe Hermínia, do amor da sua vida, seu eterno companheiro, cúmplice, amado e amante Pedro Rocha, do seu neto Lima Júnior e de tantos outros que partiram antes e agora a recebem nos braços do Pai Celestial.
O céu hoje está em festa. E aqui f**am a saudade, os corações apertados e o silêncio da sua ausência. Mas também f**a a certeza de que você cumpriu sua missão na Terra com honra, amor e grandeza. Não houve sonho que você não perseguisse, nem coração que você não tocasse.
Te amo, minha irmã. E acredito que um dia todos nós nos reencontraremos.