16/08/2026
Não é sobre direita ou esquerda. É sobre sobreviver.
Hoje é um dia muito difícil para mim, como pai, como comerciante e como alguém que há anos tenta manter uma empresa funcionando, gerando empregos, pagando impostos e levando o sustento para dentro de casa.
E hoje criei coragem para falar publicamente sobre política e sobre o futuro do meu próprio negócio.
Não faço isso porque quero defender partido. Não faço isso porque sou “de direita” ou “de esquerda”. Faço porque estou cansado de ver quem trabalha, empreende e gera emprego sendo cada vez mais pressionado, enquanto a realidade de quem está atrás de um balcão parece ser ignorada.
Eu quero um país onde seja possível trabalhar dignamente. Quero vender, crescer, contratar pessoas, pagar meus impostos e conseguir colocar comida na mesa da minha família e dos meus colaboradores.
Não quero viver de benefício.
Não quero privilégio.
Não quero deixar de pagar imposto.
Quero apenas que o trabalho seja suficiente para sustentar quem trabalha.
Mas existe um limite.
Quando os custos aumentam, os impostos aumentam, as exigências aumentam e o comércio precisa trabalhar cada vez mais para conseguir sobreviver, chega uma hora em que a conta simplesmente não fecha.
Enquanto alguns dizem que está tudo normal, quem está dentro de uma empresa sabe que não está.
E eu digo isso com muita tristeza e responsabilidade: se o atual projeto de governo continuar e Lula vencer novamente as eleições, minha decisão será encerrar as atividades da minha empresa a partir de janeiro.
Não digo isso como ameaça. Digo como alguém que precisa olhar para a própria família e reconhecer quando uma situação se tornou inviável.
Sou contra corrupção.
Sou contra roubo.
Sou contra privilégios.
Sou contra qualquer governo que trate quem produz como se fosse apenas uma fonte infinita de arrecadação.
E sou a favor de uma coisa muito simples: TRABALHO.
Quero um Brasil onde o comerciante consiga abrir as portas pela manhã sem saber se vai conseguir pagar todas as contas no fim do mês.
Quero um Brasil onde gerar emprego seja motivo de orgulho, e não uma punição.