09/08/2026
Hoje eu celebro o dia dos pais, e vou sempre celebrar a vida dele. Há três anos, ele partiu de forma inesperada, aos 80 anos, após um acidente. Um homem saudável, ativo, que cuidava da alimentação, praticava exercícios e nunca precisou conviver com doenças ou medicamentos.
Foi difícil entender e aceitar uma partida tão inesperada. Mas a nossa fé nos ensina que Deus conhece todas as coisas e que os Seus planos são maiores do que os nossos. Nós escolhemos aceitar a vontade do Pai e agradecer a Deus pelos 80 anos que nos permitiu viver ao lado dele.
Meu pai foi um homem de coragem. Não tinha medo da vida. E, desde criança, convivendo com ele na roça, aprendi que quase sempre existe uma solução e que a gente precisa acreditar na nossa própria capacidade de encontrar o caminho.
Ele trabalhava muito, mas sempre encontrava tempo para nós. Para brincar, ensinar, conversar e simplesmente estar junto. Eu gostava de acompanhá-lo em tudo, e talvez nem soubesse naquela época o quanto aqueles momentos estavam formando quem eu seria.
Ele também me ensinou, pelo exemplo, que a vida pode ser leve. Era alegre, criativo, brincalhão. Tinha sempre uma história, uma brincadeira, um sorriso. Era um homem livre para ser quem era, livre para amar, perdoar e seguir em paz.
Ao lado da minha mãe, viveu mais de 50 anos de casamento. E nós, os quatro filhos, nunca presenciamos uma briga entre eles. Foi um homem que amou, respeitou e cuidou da família até o fim.
E quando virou avô, continuou sendo exatamente o mesmo homem: presente, alegre e cheio de amor.
Meu pai também nos ensinou sobre fé. Temia a Deus, falava das coisas do Senhor e nos incentivava a buscá-Lo em todos os momentos. Muito do que somos hoje foi moldado por seus ensinamentos e, principalmente, pelo seu exemplo.
Hoje, quando penso nele, não penso apenas na saudade. Penso no privilégio de ter tido um pai assim.
Um pai que me ensinou a não ter medo.
A acreditar em mim.
A procurar soluções.
A amar.
A perdoar.
A viver com alegria e paz.
E, acima de tudo, a confiar em Deus.
Meu pai deixou muito mais do que lembranças.
Deixou um legado.