12/09/2020
Acompanhado por uma xícara de café, por algum doce em calda, ou derretido em uma frigideira e finalizado com açúcar ou melaço de cana. São essas algumas das formas mais comuns de consumir o requeijão de corte – uma iguaria comum no interior de Minas, principalmente no Norte do Estado. Simples, mas de sabor único, intenso e cremoso, ele começou, mais recentemente, a atrair a atenção dos chefs de Belo Horizonte, que passaram a reinventar suas possibilidades de uso.
Em geral, o requeijão de corte é feito artesanalmente. No processo, que dura cerca de dois dias, são usados, em média, dez litros de leite. Primeiro, é preciso deixá-lo talhar para, depois, ir ao fogo e mexer bem. São três os principais tipos: moreno (o mais típico de cidades como Almenara), o branco e o com raspas de tacho, comuns no Sul e no Centro-Oeste de Minas, respectivamente.
Embora possuam o mesmo nome, são produtos específicos não só pela cor – que muda de acordo com o processo de fervura que o talho do leite passa “O requeijão escuro, conhecido como ‘do Norte’, possui um sabor mais amendoado e uma textura um pouco menos cremosa do que o branco e o de raspa”, explica o chef Ivo Faria, proprietário do restaurante Vecchio Sogno.