19/08/2020
Qual seria o papel da comida em nossa vida? Suprir o nosso corpo com os nutrientes necessários para o adequado funcionamento do organismo?
Pode até ser que num primeiro momento a comida tenha em nossa vida um papel eminentemente funcional, ou seja, prover energia. Contudo, o ato de se alimentar não é diferente de outras práticas humanas e está associado às emoções.
Desde o útero materno, nossa relação com a comida vai sendo margeada pela vivência emocional de nossas mães. Esse processo alimentar precoce nos insere no mundo dos sabores e, assim, iniciamos a formação do paladar. Por meio dos sabores básicos – doce, salgado, azedo, amargo –, contidos nos alimentos que nossas mães comem durante a gravidez, aprendemos a apreciar mais um sabor do que outro.
Depois que nascemos, a relação entre comida e afeto tende a ser ampliada e solidif**ada. Invariavelmente, um dos primeiros recursos utilizados pelos adultos para aplacar o choro de um bebê é o alimento. Além disso, a experiência de ser alimentado é, por si só, reconfortante. Em geral, a alimentação do bebê é acompanhada de contato físico e palavras de carinho, o que fortalece a relação entre alimento e emoção. Para o bebê, a sensação de ser amado/cuidado ganha signif**ado quando ele é tocado, olhado, aquecido, reconfortado, e todas essas ações são potencializadas no momento da alimentação. Dessa forma, nossa relação com a comida, desde muito cedo, é afetada pelas emoções.
À medida que crescemos, aprendemos que a comida também serve como ponto de contato entre pessoas, de forma geral. Sem nos darmos conta, adotamos a comida como parte essencial das nossas relações pessoais e de todos os momentos da nossa vida em que compartilhamos experiências: comemos quando visitamos alguém, quando brincamos, quando trabalhamos, quando vamos à escola, nas datas festivas, para comemorar nosso nascimento e dos outros, quando saímos com os amigos, quando namoramos. Ou seja, para cada momento emocionante da nossa vida, há uma grande chance de haver um alimento envolvido.
Fonte: Psicologias do Brasil
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