26/08/2026
Se hoje eu pedalo 40km por amor, é porque aos 10, 11 anos eu já pedalava 20, 30km por trabalho.
Muita gente não sabe, mas a minha história com a bike começou vendendo picolé da Artezani.
A Artezani, aquela do loteamento, que está em Apiúna desde 1990, foi a minha primeira escola. Foi ali que eu aprendi o que era trabalho de verdade. Com 10, 11 anos, a gente pegava a caixa de isopor e saía.
E não era pouquinho não. Era volta no interior de Apiúna, saindo em Ascurra e voltando pro centro de Apiúna. No sol, na chuva, subindo morro empurrando a bicicleta. 20 a 30 quilômetros por dia, todo dia.
Foi tempo árduo. Foi tempo duro.
Mas foi o tempo que nos fez fortes. Que me ensinou a valorizar cada real, a ter vergonha na cara, a não ter medo de cansar.
Hoje quando eu vejo essa foto da Ponte Pênsil, que é o nosso cartão postal, eu lembro daquele menino que cruzava o interior com uma caixa de picolé. Se ele soubesse o quanto aquela pedalada ia preparar ele pra vida...
Essa é a minha história. De trabalho, de bicicleta e de Apiúna.
E você? Tem alguma memória com o picolé da Artezani também? Me conta aqui nos comentários. 👇