08/01/2023
Aqui tem cultura...
Vamos conhecer um pouco mais sobre O DIA DE REIS
E as Folias de Reis.
O Dia de Reis é uma data comemorativa muito importante do calendário religioso da Igreja Católica e relembra a visita dos reis magos a Jesus.
Essa celebração também é conhecida como Solenidade da Epifania do Senhor e é entendida como o momento em que Jesus Cristo manifestou-se como messias.
Geralmente as Folias cantam em devoção aos santos, louvando e pedindo auxílio para a Festa do padroeiro. Folia de Reis, portanto, é um grupo de pessoas que tem devoção aos Santos Reis (os Reis Magos que visitaram o Menino Jesus) e saem durante o período do Natal cantando nas casas e pedindo ofertas para a realização da Festa de Santos Reis no dia 06 de janeiro.
Cada Folia tem a sua tradição, de acordo com a região, com os ensinamentos passados de geração para geração, com a forma de entendimento de cada mestre ou embaixador (aquele que lidera uma Folia). Portanto, não se pode afirmar que uma Folia de Reis tem que ter um exato número de foliões, de instrumentos musicais, de cor de roupas ou bandeiras, que deve saber declamar um verso específico etc... Cada Folia tem a sua peculiaridade.
A Companhia está assim dividida:
Embaixador (em outras companhias recebe também o nome de Mestre, Capitão, Gerente ou Chefe) – é quem puxa as cantorias e lidera o grupo. O embaixador deve conhecer as tradições e toadas de Folias de Reis. Existem ocasiões que exigem do embaixador esses conhecimentos. O senhor José Coppi, embaixador da Companhia de Sorocaba, conta sempre que houve situações em que a energia ambiental de uma casa era tão negativa que os instrumentos musicais da Folia se desafinavam sozinhos. Quando saiam daquele local os instrumentos voltavam à afinação. A Companhia conseguiu cantar graças aos conhecimentos do embaixador, o qual cantou uma toada especial para “quebrar” a sintonia daquele negativismo.
Contra-mestre – é a segunda voz, acompanhando a do embaixador.
Bandeireira – é quem carrega a bandeira, a guia da Companhia.
Bastião (chamados em outras folias de palhaços, alferes, mascarados, Mateus, Morongo, Marengo, Pastorinhos, Malungos) – são os mascarados, vestidos com roupas coloridas e segurando em suas mãos a espada (confeccionada em madeira). Há muitas histórias que explicam o surgimento desses personagens. A mais comum é a que eram espias de Herodes que seguiram os Magos para encontrar o Menino Jesus e matá-lo. Ao encontrarem o Menino acabaram se convertendo.
Com receio de serem mortos por Herodes, vestiram uma máscara e viajaram com os Santos Reis. Iam à frente, fazendo graça e micagens para que Herodes não desconfiasse que eram soldados. Na Companhia de Sorocaba há dois ou três desses personagens, dependendo do ano. É o Bastião quem recolhe as ofertas, anuncia a chegada da bandeira nas casas, pergunta se o dono da casa aceita a visita, descobre as ofertas escondidas, “quebra os atrapalhos” (gestos ou cerimoniais tradicionais feitos por quem conhece a tradição com intuito de testar os conhecimentos da Companhia ou mesmo segura-la por mais tempo na sua presença. Um exemplo é o cruzeiro de rosas, confeccionado no chão, em frente à porta de entrada. A Companhia não pode entrar no local sem que o Bastião pronuncie alguns versos “secretos” para quebrar aquele encanto. Se o Bastião não souber os versos, cabe ao embaixador essa tarefa).
No site da UNICAMP (www.unicamp.br/folclore) há a informação de que os “palhaços” representariam o mal.
“Segundo explicações dos próprios foliões, os mascarados representam o mal, sendo a concretização dos soldados de Herodes ou do próprio demônio. Com essa vinculação ao mal, os palhaços seriam impedidos de tocar a bandeira sagrada da Folia, nunca podendo ficar à sua frente no cortejo. Há outras interdições para os palhaços, como a impossibilidade de se aproximarem do presépio ou, em alguns casos, de só entrarem na casa …
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