Chez Momô

Chez Momô Página de partilha para "foodies", bons garfos, para quem respeita a comida ( de todo o tipo), para amig@s e família à volta da mesa,...

Galette des RoisApós uma longa pausa por motivos pessoais e profissionais, regresso com uma memória de infância que me t...
16/01/2017

Galette des Rois

Após uma longa pausa por motivos pessoais e profissionais, regresso com uma memória de infância que me traz de volta aos meus primeiros anos de vida em França, precisamente no fim da quadra natalícia. Nesta minha viagem ao passado, recordo a alegria que era encetarmos a Galette no Dia de Reis para descobrirmos a quem iria calhar a fava, e consequentemente, uma bela coroa de cartão dourada, incluída na embalagem, para meu gáudio e do meu irmão. Incrível o que um pedaço de cartão pode desencadear.
Decorridos trinta e tal anos, e para reavivar com ternura essa memória, optei mesmo por fazer a minha Galette em casa, sem coroa dourada, mas uma ótima opção para ser elevada a “bolo para café” … Já agora, não é receita que se faça de véspera. A massa folhada tem de ser imperativamente consumida poucas horas depois de ser confecionada, sob pena de perder o encanto que é trincar uma estaladiça fatia de Galette des Rois. Mas como não é muito doce, é provável que rapidamente desapareça do prato e assim não caiam no risco de a comer mole e sem graça.
Esta receita é uma versão híper-fácil, uma vez que bastam duas embalagens de massa folhada fresca (daquelas redondinhas envoltas em papel e que tanto nos facilitam a vida) e um punhado de ingredientes, e de preferência um robot ou liquidif**adora para conseguir recriar a Galette francesa. Então, aqui vai….

2 embalagens de massa folhada fresca (redondas)
2 ovos L + 1
150 gr amêndoa em pó + um punhado de amêndoa palitada
100 gr açúcar
100 gr margarina
1 colher de sopa de leite
25ml água
25 gr açúcar

Desenrolar o primeiro disco de massa num tabuleiro grande, mantendo a folha de papel vegetal da embalagem por baixo.
Entretanto num robot, bater a margarina com o açúcar, a amêndoa em pó e os dois ovos até obter uma massa homogénea. Espalha-se uniformemente sobre a massa com a ajuda de uma espátula, deixando 2 cm do rebordo da massa livres. Polvilha-se o recheio com a amêndoa palitada e cobre-se com o segundo disco de massa folhada. Pincela-se o rebordo com água e viram-se as orlas dos dois discos para cima (a toda a volta, por forma a unir os discos e permitir que folhem de modo uniforme). Bate-se o restante ovo com o leite e pincela-se a galette. Leva-se a repousar no frigorífico pelo período de 30 minutos. Entretanto, preaquece-se o forno a 220ºC. Findos os 30 minutos, volta-se a pincelar com o ovo e, com uma faca afiada, desenham-se losangos na superfície da galette. Vai ao forno por 10 minutos, reduz-se o lume para 180ºC e coze mais 20 minutos, ou até f**ar com a cor desejada. For fim, aquece-se no micro-ondas ou num tachinho 25gr de açúcar com a água e pincela-se a galette para dar um brilho final. Bom appétit!

Galette des Rois

Após uma longa pausa por motivos pessoais e profissionais, regresso com uma memória de infância que me traz de volta aos meus primeiros anos de vida em França, precisamente no fim da quadra natalícia. Nesta minha viagem ao passado, recordo a alegria que era encetarmos a Galette no Dia de Reis para descobrirmos a quem iria calhar a fava, e consequentemente, uma bela coroa de cartão dourada, incluída na embalagem, para meu gáudio e do meu irmão. Incrível o que um pedaço de cartão pode desencadear.
Decorridos trinta e tal anos, e para reavivar com ternura essa memória, optei mesmo por fazer a minha Galette em casa, sem coroa dourada, mas uma ótima opção para ser elevada a “bolo para café” … Já agora, não é receita que se faça de véspera. A massa folhada tem de ser imperativamente consumida poucas horas depois de ser confecionada, sob pena de perder o encanto que é trincar uma estaladiça fatia de Galette des Rois. Mas como não é muito doce, é provável que rapidamente desapareça do prato e assim não caiam no risco de a comer mole e sem graça.
Esta receita é uma versão híper-fácil, uma vez que bastam duas embalagens de massa folhada fresca (daquelas redondinhas envoltas em papel e que tanto nos facilitam a vida) e um punhado de ingredientes, e de preferência um robot ou liquidif**adora para conseguir recriar a Galette francesa. Então, aqui vai….

2 embalagens de massa folhada fresca (redondas)
2 ovos L + 1
150 gr amêndoa em pó + um punhado de amêndoa palitada
100 gr açúcar
100 gr margarina
1 colher de sopa de leite
25ml água
25 gr açúcar

Desenrolar o primeiro disco de massa num tabuleiro grande, mantendo a folha de papel vegetal da embalagem por baixo.
Entretanto num robot, bater a margarina com o açúcar, a amêndoa em pó e os dois ovos até obter uma massa homogénea. Espalha-se uniformemente sobre a massa com a ajuda de uma espátula, deixando 2 cm do rebordo da massa livres. Polvilha-se o recheio com a amêndoa palitada e cobre-se com o segundo disco de massa folhada. Pincela-se o rebordo com água e viram-se as orlas dos dois discos para cima (a toda a volta, por forma a unir os discos e permitir que folhem de modo uniforme). Bate-se o restante ovo com o leite e pincela-se a galette. Leva-se a repousar no frigorífico pelo período de 30 minutos. Entretanto, preaquece-se o forno a 220ºC. Findos os 30 minutos, volta-se a pincelar com o ovo e, com uma faca afiada, desenham-se losangos na superfície da galette. Vai ao forno por 10 minutos, reduz-se o lume para 180ºC e coze mais 20 minutos, ou até f**ar com a cor desejada. For fim, aquece-se no micro-ondas ou num tachinho 25gr de açúcar com a água e pincela-se a galette para dar um brilho final. Bom appétit!

Taça anti-oxidanteÉ verão e os efeitos do sol não se fazem esperar depois de tanta exposição ao sol. Para combater o env...
27/06/2016

Taça anti-oxidante

É verão e os efeitos do sol não se fazem esperar depois de tanta exposição ao sol. Para combater o envelhecimento da pele, nada como um “boost” de vitaminas e anti-oxidantes Por isso, hoje vou-vos apresentar uma salada de morangos e mirtilos bem refrescante e carregadinha de coisas boas para a sobremesa. E quanto sobra (se sobrar), é um ótimo lanche se lhe adicionarmos um iogurte natural batido. Esta salada é a prova de que uma simples combinação com poucos ingredientes pode resultar num ótimo produto final.

300g de morangos
200g de mirtilos
Sumo de 2 laranjas
Adoçante líquido (facultativo)

Lavam-se os morangos, retiram-se os pedúnculos e cortam-se às fatias. Colocam-se numa taça de servir. Juntam-se os mirtilos e rega-se a salada com o sumo de laranja natural; caso as laranjas não sejam doces o suficiente, adicionam-se umas gotas de adoçante ao sumo. Mistura-se tudo delicadamente. Leva-se ao frigorífico e serve-se bem fresca. Voilá!

Stroganoff de perúHá precisamente 25 anos, passei uma semana de férias fantásticas com o meu tio Rafael, a tia Dita e o ...
27/06/2016

Stroganoff de perú

Há precisamente 25 anos, passei uma semana de férias fantásticas com o meu tio Rafael, a tia Dita e o primo Marcus, vindos diretamente do Brasil. Desconhecendo as terras do barlavento algarvio, rumámos ao sul, com a promessa de dias quentes e águas menos frias. O meu tio, que há dias completou a bonita idade de 75 anos, dedicou quase toda a vida à restauração e tem uma (inegável) mão para a cozinha. Nessas férias, apesar de eu ser, na altura, uma “teenager” inconsciente ainda aprendi algo com ele. Recordo-me precisamente deste Stroganoff, super-fácil de fazer e ainda muito mais fácil de comer. A receita que hoje partilho é a minha versão cá de casa, ou seja à Chez Momô, e se a memória não me falha, em muito semelhante à do meu tio. Um beijinho muito grande para ele. Espero que gostem.

Para 4 pessoas

4 bifes de perú
Sal
Pimenta preta moída na hora
1 lata de cogumelos laminados (ou cogumelos frescos, bem melhores)
1 pacote de natas light ou de soja
1 fio de azeite
1 colher de sopa de margarina
Ketchup qb

Em primeiro lugar, cortar os bifes em tiras longas e finas e temperá-los com sal e pimenta. Aquece-se uma sertã grande e anti-aderente e depois coloca-se o azeite e a margarina. Salteia-se o perú até estar ligeiramente corado, acrescentam-se os cogumelos escorridos (ou eventualmente, os cogumelos frescos lavados e laminados). Por fim, acrescentam-se as natas e mexe-se bem. O toque final é dado pelo ketchup, que obviamente não existia no Stroganoff original provindo da Rússia. Como dizia o meu tio, e muito bem, dava cor ao molho de natas) e cortava o seu sabor, nem sempre do agrado de todos. Assim, o molho f**a num agradável tom salmão. Retif**a-se de sal e pimenta e serve-se bem quente com arroz branco (ou batata frita feita no forno) e salada a gosto.

Cheesecake ligeiro de morangosHoje é noite de S. João. Há sardinhada, salada de pimentos assados, broa e claro, para rem...
23/06/2016

Cheesecake ligeiro de morangos

Hoje é noite de S. João. Há sardinhada, salada de pimentos assados, broa e claro, para rematar a festa, a mulherada tem de trazer uma sobremesa… Com este calor, nada mais adequado do que este meu cheesecake de morangos. Chamo-lhe ligeiro porque consigo precisamente aligeirá-lo, não recorrendo nem a açúcar branco (veneno!) nem a leite condensado, que torna normalmente qualquer sobremesa demasiado doce e hipercalórica. Obviamente que não é uma sobremesa zero calorias mas, uma vez por festa, lá vai uma fatiazinha… A cobertura pode ser outra qualquer, com framboesas, amoras, mirtilos (os doces de compra podem ser opção). Optei por uma compota caseira (e mais leve) de morangos que, por não ter açúcar, terá de ser consumida rapidamente. E espero que sim, é sempre bom sinal...

Base

1 pacote de bolacha Maria
100 g de margarina

Recheio

1 embalagem de queijo tipo Philadelphia light
500 g de iogurte grego ligeiro
2 pacotes de nata light
5 folhas de gelatina
1 colher de chá de aroma de baunilha
Adoçante líquido a gosto

Compota de morangos

400 g de morangos
3 colheres de sopa de água
Adoçante líquido a gosto

Comecemos pela base. Num robot de cozinha tritura-se a bolacha. Junta-se-lhe a margarina derretida (20 segundos no micro-ondas) e mistura-se até f**ar tudo ligado, como se fosse uma areia grossa. Cobre-se o fundo de uma forma redonda de fundo amovível com esta areia, de forma uniforme, calcando com a ajuda das costas de uma colher de sopa. Leva-se ao frigorífico.

Agora, o recheio. Demolha-se a gelatina em água fria. Entretanto, coloca-se o queijo numa taça e bate-se com uma vara de arames. Acrescenta-se-lhe o aroma de baunilha e o iogurte grego e as natas. Por fim, adoça-se a gosto com o adoçante líquido. Recomendo que se vá acrescentando aos poucos até f**ar do vosso agrado. Por fim, escorre-se a gelatina e numa taça de porcelana, leva-se ao micro-ondas 20 segundos para derreter; acrescentam-se duas colheradas do preparado branco na gelatina derretida, mexe-se bem e junta-se ao preparado, mexendo novamente. Cobre-se a base do cheesecake com este preparado, cobre-se com película aderente e vai ao frigorífico até solidif**ar, 3 horas, no mínimo.

Finalmente, falta a compota de morangos que servirá de cobertura. Lavam-se os morangos e retira-se-lhes o pedúnculo. Da totalidade dos morangos, cortam-se 100 g às fatias e ralam-se os restantes com o ralador grosso. Colocam-se num tacho, bem como a água e vai a cozer em lume brando, mexendo frequentemente até f**ar com a consistência desejada. Retira-se do lume e adoça-se a gosto. Coloca-se numa taça para arrefecer.

Cobre-se o cheesecake com esta compota e leva-se novamente ao frio. Por fim, desenforma-se e coloca-se num prato bonito. Está pronto!

Salada de Atum Prêt-à-porterTendo passado as loucuras de aniversários e primeiros arraiais de junho, regressamos a mais ...
12/06/2016

Salada de Atum Prêt-à-porter

Tendo passado as loucuras de aniversários e primeiros arraiais de junho, regressamos a mais uma semana de trabalho que se quer com regra. Sendo eu uma acérrima defensora da marmita, proponho-vos hoje uma solução simples, fresca e leve para um almoço no trabalho. Na essência, basta ter um frasco de vidro de conservação, facilmente encontrado nas grandes superfícies comerciais, e um outro mais pequeno para o molho ou molho(s). Digo no plural porque apresento à escolha dois molhos bem distintos: um molho de iogurte levezinho mas quase com o sabor de uma boa maionese, e uma vinagreta incrementada com um toque diferente. A salada de atum só vai ganhar com isto em sabor e frescura. Nos dois molhos, refiro dois tipos diferentes de mostarda de Dijon; não é preciosismo, uma colher de uma mostarda de qualidade faz toda a diferença! Esta salada pode ser preparada na noite anterior, ou num bocadinho de manhã; não custa nada!
Ah, e por favor, invistam num bom s**o térmico para não haver alteração da qualidade da salada. Então, aqui vai:

Salada

1 lata de atum ao natural
1ovo cozido
Alface q.b.
Rúcula q.b.
3 colheres de sopa de feijão frade escorrido
1 tomate pequeno maduro mas firme
Sal grosso
Pimenta preta moída na hora

Molho de Iogurte

3 colheres de sopa de iogurte natural magro
1 colher de café de Mostrada de Dijon
Vinagre balsâmico (2 borrifos)
Sal fino a gosto
Pimenta preta moída na hora

Molho Vinagreta com Mostarda em grão

2 colheres de sopa de azeite
2 colheres de sopa de vinagre de vinho
1 colher de café de Mostrada de Dijon em grão
Sal fino a gosto
Pimenta preta moída na hora

A salada é basicamente um acamar de cores e texturas: começa-se com alface lavada, escorrida e grosseiramente migada, algumas folhas de rúcula, e o tomate cortado aos cubos. Nesta fase, gosto de pôr umas pedrinhas de sal grosso no tomate porque f**a mais saboroso. Segue-se o feijão frade e o atum escorrido e por fim o ovo cozido cortado à vontade do freguês, cubos, rodelas ou gomos, polvilhado com pimenta.
Quanto ao molho, basta colocar os ingredientes no frasco de vidro pequeno, tapar e agitar. E temos a nossa salada de atum prêt-à-porter!

Bolo de Chocolate Nêga Maluca- parte 2Ontem, levei um ao meu querido ginásio Biocorpo e, depois da aula de Spinfit, part...
09/06/2016

Bolo de Chocolate Nêga Maluca- parte 2

Ontem, levei um ao meu querido ginásio Biocorpo e, depois da aula de Spinfit, partilhei-o com quem quis prevaricar... Obrigada ao Tomás pela faixa final... ;)

Bolo Fresco com Frutos VermelhosCom muitos saberão, hoje faço anos e levei um bolo para partilhar no trabalho. Tinha de ...
08/06/2016

Bolo Fresco com Frutos Vermelhos

Com muitos saberão, hoje faço anos e levei um bolo para partilhar no trabalho. Tinha de ser algo fresco, mas ao mesmo tempo com algum efeito “uau”, porque colegas merecem!
O meu tempo era pouco, por isso, tinha de planear muito bem este bolinho. Preparei e congelei o molho de cerejas, fiz o bolo na véspera à noite e, no dia fiz a cobertura e juntei a fruta fresca. Desde já, o meu muito obrigado à VALMARQUES ( através da minha querida colega Licínia Rodrigues) pela frescura e espetacularidade dos morangos. O resultado: ótimo (segundo o pessoal). Sobras: 0. Satisfação: 100%!
Então, mãos à obra!

Bolo

5 ovos
150 g açúcar
150 g farinha
Raspa e sumo de 1 laranja
1 colher de chá de fermento em pó

Molho de cerejas

500 g de cerejas pretas
3 colheres de sopa de açúcar

Cobertura

500 ml natas frescas (Longa Vida)
100 g açúcar em pó (“Icing sugar”)
500 g morangos
125 g mirtilos
125 g framboesas
125 g amoras
1 colher de sopa de açúcar em pó


Descaroçar as cerejas e cozê-las com o açúcar num tachinho em lume brando, mexendo de quando em quando. Quando as cerejas estiverem murchas, colocam-se numa taça para arrefecerem.
Antes de preparar a massa do bolo, untar uma forma de aro amovível e forrá-la com papel vegetal e ligar o forno a 180º.
Bater as gemas com o açúcar até obter uma massa fofa e esbranquiçada. Juntar a raspa e o sumo da laranja e bater muito bem. Adicionar a farinha e o fermento, batendo novamente. Bater as claras em castelo firme e juntar gradual e delicadamente à massa. Colocar na forma, tendo o cuidado de espalhar bem a massa do centro para os lados para evitar que o bolo cresça demasiado no meio. O bolo coze de 20 a 30 minutos, dependendo do forno. Desenforma-se numa rede e deixa-se arrefecer.
Entretanto, escorrem-se as cerejas, reservando a calda das mesmas. Para o “chantilly”, recomendo que se coloquem as natas no congelador por 10 minutos antes de se baterem.
Entretanto, arranjam-se metade dos morangos e cortam-se aos pedacinhos. Batem-se as natas com o açúcar em pó até f**ar com o desenho dos aros da batedeira, obtendo-se um creme bem firme (mas não talhado).
Coloca-se o bolo já arrefecido no prato de servir e, com uma faca de pão de serrilha, corta-se ao meio na horizontal. Numa taça, misturam-se as cerejas com os pedacinhos de morango e junta-se sensivelmente metade do “chantilly”, envolvendo bem as frutas. Pincela-se a metade de baixo do bolo com a calda das cerejas e cobre-se com o recheio de frutas. Coloca-se a segunda parte do bolo e, com a ajuda de uma espátula longa de metal, cobre-se o bolo com o restante creme, começando-se pelos lados e terminando com o topo. Leva-se ao frio. No momento de servir, decorar o centro e os lados do bolo com as frutas restantes a gosto, e polvilha-se o centro com açúcar em pó com ajuda de um coador.
Mais um tempo no frio e já está!

Bolo de Chocolate Nêga MalucaA minha primeira partilha não poderia deixar de passar pela receita do melhor bolo de choco...
08/06/2016

Bolo de Chocolate Nêga Maluca

A minha primeira partilha não poderia deixar de passar pela receita do melhor bolo de chocolate que conheço. Herdada da minha saudosa tia Guida, que trabalhou anos a fio na área da restauração quer no Brasil quer em Portugal, esta receita de bolo de chocolate tem tudo o que se quer: fácil, boa e barata. Além da receita original, que já de si nos traz um bolo fofo, húmido e rico, acrescentei-lhe uma “ganache” de chocolate que se faz em três tempos para o cobrir o bolo e torná-lo mais bonito e decadente.

Ingredientes

Bolo
1,5 chávena açúcar
2 chávenas de farinha
1 chávena de chocolate em pó
3 ovos
1 chávena de água quente
½ chávena de óleo
1 colher de sopa de fermento em pó

Calda
1 colher de sopa de manteiga
2 colheres de sopa de chocolate em pó
2 colheres de sopa de leite

Ganache
1 tablete de chocolate de culinária
1 pacote de natas light
Granulado de chocolate

Pre-aquecer o forno a 180 ºC
Untar uma forma redonda com margarina e forrá-la com papel vegetal (mais à frente darei umas dicas sobre isto)
Numa taça grande colocar os secos: farinha, açúcar e chocolate em pó e fazer uma cova no meio. Juntar os ovos inteiros batidos em omelete, a água quente, o fermento e o óleo. Bater bem (quer com uma vara de arames ou uma batedeira elétrica). Colocar na forma e levar ao forno. Sendo uma massa líquida leva bastante tempo a cozer, cerca 45 mn (dependendo da qualidade do forno, se tem ventilação ou não…). Estará cozido quando picado com uma faca afiada, esta sairá sem massa.
Entretanto prepara-se a calda que irá humedecer o bolo. Colocam-se os ingredientes num tachinho e leva-se ao lume mexendo com uma vara de arames por forma a f**ar uniforme e sem grumos.
Assim que se desenforma o bolo, coloca-se no prato onde irá ser servido e com um palito de espetada, pica-se toda a superfície do bolo. Rega-se com a calda e deixa-se repousar.
Por fim, faz-se a ganache. Parte-se a tablete em cubos numa taça de ir ao micro-ondas e cobre-se com as natas. Leva-se ao micro-ondas por 1:30 minuto (em alternativa, e para quem não gosta de micro-ondas, sempre há o banho-maria que demora muito mais tempo). Bate-se energicamente com uma vara de arames até f**ar um creme liso e brilhante de chocolate. Cobre o bolo com a ganache e polvilha-se com o chocolate granulado (q.b). Deixar arrefecer e deliciar-se! (de preferência com muita gente para o partilhar porque é obviamente uma bomba!)

07/06/2016

Finalmente, chegou o Chez Momô! Mas afinal o que é? Não sei muito bem o que é, nem tão-pouco o que irá ser.
Eu sou a Mónica Sebastião, para alguns amigos antigos “Momô”, abreviatura de origem francesa do meu nome. Sou uma “foodie” confessa que adora cozinhar, de experimentar e, sobretudo, dar de comer. A comida não tem graça se não for para ser partilhada. Por isso, a minha família alargada, os meus amigos e sobretudo o meu marido e a minha filha são a minha inspiração e as minhas cobaias nas minhas aventuras culinárias.
Além disso, descendo de uma família matriarcal, na qual as mulheres (e alguns homens) receberam o delicioso condão de serem cozinheiras de mão cheia. Relembro a minha avó materna, mãe de dez, que do pouco fazia muito. Era convidada a cozinhar nas bodas da aldeia porque só ela sabia guisar o carneiro, que vinha em travessadas a fumegar e a rescender de molho, ladeado de batata cozida. E não havia matança de porco que prescindisse da sua presença pois só ela confecionava o belo do sarrabulho da Gândara como ninguém. A prole foi numerosa, e muitos filhos e netos enveredaram pela restauração. Não foi o meu caso, mas a herança do gosto pela cozinha e o palato aguçado, não os posso negar, e os amigos assim o confirmam. Assim, parte do que irei partilhar em Chez Momô são “heranças” de família, da minha mãe Isabel, da Ti Guida, do Ti Rafael ou do do meu primo Rui Paulo, do meu padrinho Tito,… Outras partilhas virão das minhas pesquisas, leituras e experiências. Aqui e ali, encontrarão certamente influências de personalidades tão díspares como Maria Lourdes Modesto, Jamie Oliver ou Nigella Lawson.
Chez Momô vai ser um espaço onde colocarei receitas, minhas ou não, mas testadas e aprovadas! Cada uma será entregue com muito amor e carinho, como qualquer coisa que se faça na cozinha, com a necessária contextualização, com histórias e memórias mais ou menos antigas. Espero que desta partilha de receitas e experiências resulte um feedback enriquecedor, pelo que estou aberta a toda a sugestão ou crítica construtiva, adequadas a este espaço. Benvind@s a Chez Momô!

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Rua Rogério Reynaud 26
Figueira Da Foz
3080 - 251

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