19/09/2026
Santa Columbina, rogai por nós!
Gimonde celebra este fim de semana, a Santidade da Gloriosa Virgem e Martir Santa Columbina.
Perde-se no tempo a devoção das gentes da terra a esta Santa a quem muitos atribuem inúmeros milagres...
Segundo reza a lenda, a jovem Columbina era natural de Espanha, pertencia a uma família abastada, e seu pai tinha-a prometido em casamento a um nobre cavaleiro. No entanto, o fascínio da sua vida era a pessoa de Jesus Cristo e o Evangelho. Como não queria desagradar ao seu querido pai, resolveu fugir sem destino.
Diz a lenda que a fuga a trouxe ao termo de Gimonde chamado "Pernai" e aí viu que o cavaleiro a perseguia. Aflita, resolveu pedir auxílio ao que estava mais perto, uma fraga, dizendo:
"Abre-te fraga que has-de ser a minha morada! ". A fraga abriu-se e ela protegeu-se do cavaleiro. Diz-se que o cavaleiro deu várias voltas à fraga a ver se encontrava uma entrada, mas tudo foi inútil. Os antigos dizem que ficou marcada na fraga a ferradura do cavalo e que, ainda hoje, é possível ver essa marca.
A lenda refere, ainda, que Santa Columbina viveu ali algum tempo, alimentado-se do que a natureza dava. Mais tarde terá aparecido a uma pessoa da terra e pedido para construirem uma capela em sua honra nessa fraga. Como o pedido não foi concretizado, apareceu, algum tempo depois, um pouco mais a baixo, local onde hoje se encontra uma ermida em sua honra.
Os anos passaram e a devoção fervorosa permaneceu...
Se formos à história dos Santos, o Martirológio Romano, diz-nos:
Em Córdoba na Andaluzia, Espanha, Santa Colomba, virgem e mártir, que durante a perseguição dos mouros professou espontaneamente a sua fé diante de juízes e do conselho da cidade, e foi prontamente decapitada pela espada diante das portas do palácio.
Santa Colomba viveu na cidade de Córdoba, Espanha, sob o domínio muçulmano durante o século IX.
Colomba foi uma das flores mais formosas que a Igreja moçárabe produziu na Córdoba desses dias. "Formosíssima e nobilíssima, espelho e norma de santidade para todos os cordobeses", escreveu dela seu pai espiritual e panegirista Santo Eulógio de Córdoba, que dedica a ela o cap. X do 1. III do seu Memoriale Sanctorum (PL, CXV, coll. 806-12). Santo Eulógio também diz dela: “perfeita na castidade, firme na caridade, constante na oração, pronta em obedecer, propensa à misericórdia, fácil no perdoar, atenta no ensino, disposta a ensinar”.
Colomba foi uma das discípulas prediletas e mais fervorosas do grande santo. Esta jovem nobre cordobesa havia escutado as pregações de Santo Eulógio e daí veio sua conversão. Lutou contra o parecer de sua família para entrar no Mosteiro de Tábanos (Córdoba), onde era abade do mosteiro duplo (masculino e feminino) seu irmão Martim - este mosteiro fora fundado por sua irmã Isabel e pelo marido desta, São Jeremias mártir. Após a morte de sua mãe conseguiu realizar seu desejo.
Ali, Colomba entregou-se de cheio às mais duras práticas da vida monástica. Ela e sua irmã Isabel dirigiam o mosteiro, inculcando nas almas jovens e ternas de suas discípulas os altos e luminosos ideais da perfeição cristã. Sua alma ardia de vivos desejos de voar para Cristo, para viver eternamente ao lado de seu Amado. Suas irmãs a ouviam muito frequentemente cantar com sua bela voz a Antífona da liturgia visigoda: “Abri-me, Senhor, as portas de tua glória para que volte àquela pátria onde não existe a morte, onde a doçura do gozo é perpetua!” Colomba chegou a ser eleita abadessa.
Em 852 acontecera um concílio dos bispos em Córdoba, no qual, para evitar abusos, provocações e desordens, fora proibido aos cristãos de apresentar-se espontaneamente ao martírio. Mas Colomba, seja porque ignorasse o decreto, ou movida por impulso interior, abandonou secretamente o mosteiro e se apresentou aos juízes declarando-se cristã e convidando-os a abandonar o erro. Levada diante do conselho da cidade (satrapum concilio) defendeu a fé católica e proclamou sua dedicação total a Nosso Senhor Jesus Cristo.
Foi decapitada no dia 17 de setembro de 853 diante do palácio do governo, depois de ter oferecido um dom aos seus assassinos. O seu corpo, lançado no Rio Guadalquivir e encontrado ileso e integro depois de seis dias, foi sepultado na Basílica de Santa Eulália. As relíquias de Santa Colomba, segundo consta, foram transportadas mais tarde para a Abadia de Santa Maria de Nájera e para o priorado, dependente dessa, de Santa Colomba. Sua festa é celebrada em grande parte da Espanha do dia 17 de setembro.
Fonte:
www.santiebeati.it/
Todos sabemos que entre o mito/lenda e a realidade há pontos que se cruzam e que se complementam.
Certo é que, ainda hoje, este povo de Gimonde e muitos devotos de outras terras, dedicam a Santa Columbina uma grande devoção e sobe a sua proteção recorrem nos perigos, angústias, necessidades, alegrias, tristezas, sucessos ou fracassos.
Por Pedro E Telma