17/05/2026
“Meu Deus… esse velho não anda logo?”
A farmácia estava lotada naquela noite. Pessoas cansadas reclamavam da fila enquanto um senhor simples tentava pagar seus remédios no caixa.
As mãos dele tremiam.
A maquininha recusou o cartão três vezes.
O idoso ficou em silêncio por alguns segundos, olhando para a pequena caixa de remédio cardíaco em cima do balcão.
Então uma mulher atrás dele perdeu a paciência.
— “Meu Deus… esse velho não anda logo?”
O senhor abaixou lentamente a cabeça.
Com os olhos marejados, respondeu baixinho:
— “Eu só queria continuar vivo…”
A farmácia inteira ficou em silêncio.
A atendente percebeu que ele estava quase chorando.
O idoso começou a guardar os remédios devagar, preparando-se para ir embora sem eles.
Foi então que um rapaz simples, usando uniforme de mercado, saiu do fim da fila e colocou o cartão no balcão.
— “Moça… pode passar. Eu pago.”
O senhor tentou impedir.
— “Não, meu filho… você não precisa…”
Mas o rapaz insistiu.
Quando saíram da farmácia, o jovem descobriu que aquele senhor morava sozinho desde que perdeu a esposa há dois anos.
Os filhos raramente ligavam.
E naquela noite…
ele tinha escolhido entre comprar comida ou comprar os remédios.
Antes de ir embora, o idoso segurou a mão do rapaz e disse algo que ele nunca mais esqueceu:
— “Hoje você me salvou mais do que imagina.”
O jovem foi embora chorando.
E naquela farmácia, muita gente aprendeu tarde demais que empatia custa muito menos do que a indiferença.