11/07/2022
Como a roda da vida gira, né?
Acordei, postei sobre mais um ano completo de vida. E volto aqui, horas depois, com um coração despedaçado, o corpo pesado, a alma inquieta pra fazer essa homenagem.
Mãe, como pode, logo você, ir assim, calma e serena? Sempre pra cima, abrindo as cortinas e acordando a gente, fazendo mil coisas ao mesmo tempo.
Ontem, você disse que terça já ia estar de volta em casa. Porém, vc não me contou que a casa seria lá onde tudo promete ser tranquilo. Lá, onde o “vovô” está te esperando, lá, onde a gente espera ver a paz.
Mas sabe, mãe não devia ir nunca. Porque se tem um lugar que a gente procura colo eterno, indiferente da idade, é esse. Como vc me acolheu nas horas mais difíceis da minha vida. No nascimento dos meus três filhos e depois de grandes, cuidou de todos eles pra mim onde só vc poderia fazer. Não havia cansaço que fizesse vc dizer não. E como, do fundo da minha alma, eu sou grata por isso.
Hoje, eu espero que o céu te receba com muita música, que o “vovô” esteja bem faceiro te esperando e te diga: “Nê, porque demorou tanto? Vem, vamos tomar uma cervejinha!” E eu tenho certeza, que o copinho vai estar lá e vcs vão matar muito essa saudade.
A gente aqui, mais uma vez, espera pelo tempo para curar essa tristeza. Mas, lá no fundo, sei que essa jamais se curará por inteiro. 🤍
“Me mostre um caminho agora
Um jeito de estar sem você
O apego não quer ir embora
Diacho, ele tem que querer
Ó, meu pai do céu, limpe tudo aí
Vai chegar a rainha
Precisando dormir
Quando ela chegar
Tu me faça um favor
Dê um banto a ela
Que ela me benze aonde eu for
O fardo pesado que levas
Desagua na força que tens
Teu lar é no reino divino
Limpinho, cheirando alecrim” 🙏